Opinião: Quais devem ser as prioridades para 2023?

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Os períodos de incerteza exigem mais dos decisores. Com os constrangimentos actuais vem a necessidade de priorizar e planificar onde aplicar uma disponibilidade orçamental que se contrai. Neste cenário de instabilidade, a prioridade é clara: responder, antecipar e combater a agudização das dificuldades socioeconómicas das famílias, instituições e empresas.
A gestão e o exercício autárquicos devem concentrar-se em investimentos reprodutivos, visando a fixação de jovens, a fixação de empresas, a habitação a custos controlados e a coesão territorial. É urgente retomar efectivamente intervenções nas zonas rurais, na saúde, na educação e nas infraestruturas que garantam a dignidade dos nossos munícipes e a atracção de investimento, com prioridade às unidades de saúde, Escola Bernardino Machado, Centro de Formação Profissional, Campus Universitário, rede viária, ponte Eurovelo e zonas industriais.
A política climática, ambiental e energética é uma imposição na agenda governativa. No nosso concelho, para além da continuidade do combate às alterações climáticas e da transição energética, a erosão costeira é uma ameaça real a ser assumida com uma seriedade apartidária.
É aqui que a acção do município se deve concentrar, não se dispersando em despesas vãs, que não respondem às dificuldades que já conhecemos e às que, sabemos, se avizinham. São estas as prioridades. “Fazer o que ainda não foi feito” não é uma prioridade, é uma canção de Pedro Abrunhosa. E música, temos tido que baste.

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