Opinião: Número 10

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Deleitados com a presença da Seleção de Futebol no Qatar, secundarizámos a vigília às políticas do governo que, com astucia, encontra nesta enganosa janela do tempo a oportunidade perfeita para materializar diferentes iniciativas sem o atento e desejável escrutínio dos Portugueses.
Por conta de uma comunicação social ávida de folclore e superficialidade, vimo-nos afogados na omnipresença de Cristiano e “aterrados” com as consequências do seu não abraço a Bruno, ou ainda no que vociferou para um “Coreano” de seu nome Santos, enquanto sofremos em silêncio, por alheamento, com as políticas de um governo liderado por quem habilmente utiliza a utiliza a bola com a mestria de um verdadeiro “número 10”.
A tática permite ofuscar problemas fraturantes de uma “equipa” governativa que há muito esgotou as substituições, conseguindo ainda materializar “jogadas” que noutros tempos dariam “vermelho direto”.
A inflação parece um tema de importância menor e os combustíveis só voltam a ser assunto depois do mundial. Até lá aumente-se sem barulho o imposto sobre os produtos petrolíferos, disfarce-se o buraco da TAP e as “cambalhotas” do SNS. Esqueçam-se conflitos internacionais e façamo-nos distraídos quando comparados com os demais. O jogo por ora não é esse.
Viva a bola.

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