Construção de conduta adutora começa apenas em janeiro

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DB/Foto de Miguel Almeida

A execução da “Conduta Adutora até ao Açude/Ponte e Emissário do Setor Central I – Troço entre a Estação Nova e o Açude/Ponte” vai apenas arrancar no início do próximo ano. De acordo com a Águas do Centro Litoral, o “atraso” no arranque da obra deveu-se à demora na chegada do material necessário para as máquinas e trabalhadores entrarem no terreno. Apesar dessa situação, e de acordo com fonte da empresa do Grupo Águas de Portugal, a intervenção não deverá sofrer atrasos, mantendo-se os 540 dias (ano e meio) previstos no prazo de execução.
Esta obra vai traduzir-se numa melhoria substancial do sistema de abastecimento de água e da rede de saneamento em Coimbra, integrando os já existentes Sistema Adutor da Boavista – Setor Central I, no que respeita ao abastecimento de água, e o Sistema de Drenagem de Águas Residuais do Choupal.
Trata-se de um investimento de mais de 1,7 milhões de euros, que tem como principal objetivo a conclusão das infraestruturas dos “sistemas em alta” de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais no centro da cidade de Coimbra, que constituem o designado Sector Central I, no troço compreendido entre a Estação Nova e a zona do Açude-Ponte.
Estão contemplados os seguintes trabalhos: no abastecimento de água (instalação de conduta adutora entre a Estação Nova e a zona da Ponte do Açude, numa extensão de cerca de 1,3 quilómetros, em ferro fundido dúctil, com um diâmetro DN 700mm) e na drenagem de águas residuais (instalação de coletor gravítico de ligação entre a o troço de Emissário em execução, junto à Estação Nova e o Emissário existente junto à Ponte do Açude, numa extensão de 1,05 quilómetros, em ferro fundido dúctil, com um diâmetro DN 900mm).

Continuidade de trabalhos

A empreitada em questão dá continuidade aos trabalhos em curso, que decorrem entre a Praça 25 de Abril e a Estação Nova, no valor de perto de cinco milhões de euros, realizada em parceria com a Infraestruturas de Portugal e Águas de Coimbra, num Agrupamento de Entidades Adjudicantes, e que inclui o troço inicial da Conduta Adutora e do Emissário e Sistema Elevatório de Águas Residuais. As infraestruturas visam, no que respeita ao abastecimento de água, ao reforço da capacidade de abastecimento de água à Zona Norte e Baixa da cidade de Coimbra, bem como o reforço do abastecimento de água ao concelho da Mealhada.
Já ao nível do saneamento, pretendem substituir o denominado Intercetor Geral da Cidade, infraestrutura com mais de 60 anos e que apresenta um estado e condição deficitário.

Nova conduta

A dupla intervenção obrigou à supressão de trabalhos de requalificação da margem direita do Mondego. Na proposta que foi aprovada pelo executivo em dezembro do ano passado, a degradação da adutora da avenida Fernão de Magalhães levou o município a optar por construir uma nova na avenida Cidade de Aeminium, descartando desta forma a hipótese de a instalar por baixo do percurso futuro do Metrobus, por atrasar as obras desse sistema de mobilidade e por obrigar ao levantamento dos carris antes do tempo. A decisão implicou implicar uma perda de financiamento de quase meio milhão de euros.

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