Psicologia: A outra paixão de David Brás

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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

Referiu a formação académica. É da área de Psicologia, correto?
Sim, já concluí a licenciatura e agora estou no mestrado em Psicologia, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UC.

Já trabalha com a EAS Ribeira de Frades e com a EAS Arganil na área da psicologia.

É um objetivo manter essa carreira?
Sim, estou a fazer este ano o estágio à Ordem. Curiosamente foi recentemente aprovado o projeto de estágio. Treinando eu de manhã com a Académica, consigo ir assistir aos treinos dessas equipas ao final da tarde. A Arganil vou menos vezes, porque é mais distante, mas em Ribeira de Frades é habitual estar lá. Acabo por ter outro tipo de atividade e complemento, algo que é vantajoso.

A psicologia desportiva tem conquistado um relevo cada vez maior…
É um bocado puxar a brasa à minha sardinha, mas eu acho que é fundamental. Já disse isto várias vezes. Acho que é completamente fundamental trabalhar e ter algum profissional para essa área. Não só são as pernas que jogam, existem outras componentes. Acho que é uma área que está a crescer muito e espero que assim continue.

A 8 de novembro de 2012 entrou em campo com os jogadores na partida da Liga Europa entre Académica e At. Madrid. Que memórias guarda desse momento?
Guardo muito boas memórias desse jogo, dessa campanha e, especialmente, da época anterior. Recordo-me bem do jogo em casa, contra a Oliveirense, na Taça de Portugal, em que marcámos aos 94’ ou 95’, acho que foi o Pape Sow. Lembro-me que o Estádio Cidade de Coimbra estava cheio e eu estava lá. As vitórias frente ao FC Porto também foram emblemáticas. Essa campanha foi muito marcante, tal como a final da Taça de Portugal. Foi uma grande festa. Na temporada seguinte, a passagem na Liga Europa, tenho menos memórias porque nas horas dos jogos, nós tínhamos treino, mas, no dia do jogo com o At. Madrid, tivemos dispensa. Fomos ao jogo e eu estava ali (aponta para uma fotografia) a segurar a lona da Liga Europa.

Qual era a referência/jogador que mais admirava nesse plantel?
Era o Marinho. Não só pelo golo que marcou, mas sim porque era muito parecido, em termos fisionómicos, comigo. Era baixinho, rápido, jogávamos os dois na mesma posição, na altura jogava a extremo, e então acaba por ser o jogador com quem me identificava mais. Era aquele jogador com quem gostava de ter disputado um lugar no onze.

Regressando novamente à época atual. O que tem faltado para a equipa conseguir resultados positivos de forma consistente?
Aquilo que é necessário, em meu entender, é termos calma. Jogar neste clube não é fácil, acaba por haver uma grande exigência por parte de toda a gente que está no clube e da massa adepta. Acho que, às vezes, acaba por haver uma certa pressa para se fazerem as coisas.
Acredito que esta equipa e este plantel têm qualidade mais do que suficiente para competir com qualquer formação desta divisão e acho que já demonstrámos isso. Tem faltado consistência exibicional, ou seja, tem faltado fazermos um bom jogo e depois darmos continuidade no fim de semana a seguir. Esperamos fazer isso.

Esta pausa competitiva foi benéfica para a Académica?
Sim e não. Sim, porque o treinador é novo e isso implica mais tempo de preparação para que ele consiga meter as suas ideias em prática e, depois, nós consigamos aplicar isso em campo, que é o mais importante. Ao mesmo tempo, acho que acaba por quebrar o ritmo. Fazemos um fim de semana competitivo, temos dois de pausa, fazemos um fim de semana, temos um de pausa. Neste início de época tem sido isso que acontece e quebra um pouco o ritmo.

Sábado há dérbi distrital na Liga 3. Quais são as maiores dificuldades que o O. Hospital pode criar?
Acho que o Oliveira do Hospital é uma equipa muito competente, que sabe bem aquilo que tem que fazer nos jogos. É uma equipa muito organizada, que tem tido um ponta de lança em grande destaque, o Patrick, que está num grande momento de forma. Tem que ser reconhecido e temos que encontrar formas de tentar que ele não mantenha esse momento contra nós.
É uma equipa que tem um treinador que conhece bem esta realidade e o clube, porque é uma pessoa da terra. Acredito que estejam moralizados pelos resultados que têm tido. Temos que esperar um adversário confiante, que sabe o que vai fazer e nós temos que tentar contrariar isso.

Para o futuro, quais são os planos?
Não lhe sei responder. Eu não gosto de fazer planos a longo prazo. Gosto de estabelecer os meus objetivos no início da época, individuais e coletivos, e depois trabalhar para os alcançar. Agora, o meu objetivo é garantir a manutenção o mais depressa possível pela Académica. Antes disso é tentar estar apto para jogar no sábado, às 15H00, em Tábua.

Quando pendurar as chuteiras vai pegar no bloco e na caneta e passar a ter um consultório?
(Risos) É provável e possível, mas sem certezas.

É supersticioso? Tem algum ritual que costuma fazer antes dos jogos?
Costumo dar três saltos de pé direito quando entro em campo e benzo-me três vezes. É o único ritual que tenho.

Palavras ou expressões que o David Brás considere essenciais para uma carreira futebolística de sucesso?
Paixão, determinação, adaptabilidade, resiliência e utilizo duas para terminar: nunca desistir.

Que mensagem gostava de deixar aos adeptos da Briosa relativamente ao próximo jogo e, também, para o que
resta da época?
A única mensagem que lhes posso dar é que eu e toda equipa estamos a trabalhar muito para lhes dar o que eles querem, que é também o que nós queremos: ganhar todos os jogos. O único segredo para que isso aconteça é o trabalho. Estamos a trabalhar muito para tentar encontrar soluções e tenho a certeza que o vamos fazer.

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