Opinião – Portugal na Universidade de Meiji

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Estive este mês na Universidade de Meiji, em Tóquio, onde dei uma conferência sobre as oportunidades e desafios para uma maior cooperação entre Portugal e o Japão.
O convite foi endereçado pelo Prof. José Pinto dos Santos, docente na Graduate School of Global Business, que acolheu um programa de intercâmbio executivo de uma semana para alunos MBA da AESE Business School. O nosso compatriota, para além de casado com uma cidadã japonesa, obteve o doutoramento em Economia Internacional na Universidade de Hiroxima e foi comentador regular na imprensa portuguesa, tendo-se mudado novamente para o país do sol nascente.
A visita àquela instituição, uma das maiores ( 33.000 alunos) e mais prestigiadas do Japão, fundada em 1881 por três advogados da era Meiji, começou com um encontro com o Reitor Dairokuno Kosaku. Num ambiente afável e distendido, conversámos sobre os nossos países, trocámos perspetivas sobre a universidade, a internacionalização do ensino superior japonês e as oportunidades que se abriam para convénios e intercâmbios com congéneres portuguesas.
A preleção foi dada a uma plateia de 35 executivos do programa MBA da AESE Business School e a 20 alunos da Meiji Business School. Atendendo a esta composição, a minha intervenção versou naturalmente sobre as principais dimensões do relacionamento económico luso-nipónico. Além das obrigatórias referências históricas ao comércio nos séculos XVI-XVII e do período de reabertura do Japão no século XIX, debrucei-me sobre os principais acordos bilaterais existentes e aqueles mais recentemente celebrados entre a UE e o Japão.
Feito o enquadramento, apontei a necessidade de equilibrarmos a balança comercial através do aumento do valor acrescentado das exportações, e de intensificarmos a atração de investimento nipónico, dando como exemplos práticos diversos setores como os automóveis, equipamentos médicos, IT/ digital ou as energias renováveis (hidrogénio).
Na sessão de perguntas e respostas que se seguiu, bem como no convívio que se proporcionou fora do anfiteatro, pude testemunhar o interesse destes jovens executivos em apostarem no mercado asiático, incluindo no Japão, para a internacionalização das suas empresas.
Como nunca me cansarei de dizer, Portugal e o Japão têm longos laços históricos baseados no respeito e compreensão comuns. Este legado dá-nos vantagens comparativas únicas para promover relações bilaterais em todas as áreas, incluindo o comércio e o investimento. Asseverei a todos a importância de contarem com a Embaixada de Portugal, incluindo a delegação da AICEP, na sua estratégia para este país e para a qual as novas instalações da chancelaria (a partir de janeiro de 2023 ) abrirão inúmeras portas até agora vedadas. Por um #portugalmodernoecompetitivo.

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