Motonáutica: “Em 2024 vamos ter calendário para Coimbra, com uma prova de wakeboard”

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DB/Foto de Jot’Alves

Tomou, recentemente, posse como membro do conselho de administração da União Internacional de Motonáutica, sendo o primeiro português a desempenhar estas funções. Este cargo também prestigia a motonáutica portuguesa e a Federação Portuguesa de Motonáutica (FPM)?
Sim. A motonáutica portuguesa sai beneficiada. É um cargo que foi defendido por 28 países, o que não é fácil. Foi a primeira vez que Portugal foi nomeado e conseguiu o cargo.

Que provas é que a FPM tem agendadas para esta região?
Vou dar uma novidade: queremos fazer uma prova do Campeonato do Mundo de Wakeboard, em 2023, em Ferreira do Zêzere. As negociações com o presidente da câmara, Bruno Gomes, estão avançadas. Este é um dos grandes desideratos [para o próximo ano]. O segundo é Mira. [O Grande Prémio de Motonáutica da Praia de Mira] juntou mais de 10 mil espetadores, e isso levou a que a FPM nomeasse o presidente da câmara, Raul Almeida, para personalidade do ano do desporto, porque, 30 anos depois, conseguiu fazer regressar a motonáutica a Mira. Depois, temos a Figueira da Foz, cidade que tem um dos maiores clubes associados da FPM, e é um dos melhores locais para o desenvolvimento da motonáutica.
Isso significa que em 2023 a FPM vai realizar provas na Figueira da Foz e em Mira?
A FPM está 100 por cento empenhada em ter a motonáutica na Figueira da Foz. O Clube Náutico da Figueira da Foz também o pretende. Se a câmara municipal assim o entender, terá motonáutica; se assim não o entender, não terá. Não faço provas sem acordos com os municípios. A motonáutica está de braços abertos para a Figueira da Foz.

Faz agora um ano que se realizou uma prova internacional de F1 de motonáutica na Figueira da Foz e a ideia era para se realizar, também, este ano. Por que motivo não teve continuidade?
Na verdade, foram duas provas do Campeonato do Mundo na Figueira da Foz, na mesma altura, em circunstâncias muito especiais. A realização de uma prova internacional de F1 nunca é inferior a 350 mil euros e o que nós fizemos na Figueira da Foz foi uma situação especial. Foi a primeira prova com Pedro Santana Lopes na presidência da câmara, um mês depois de tomar posse, e teve o “agrément” [do antecessor Carlos Monteiro], que impulsionou a prova e telefonou ao doutor Pedro Santana Lopes para termos a prova. A FPM fez um esforço financeiro acrescido para ter a prova, que foi entregue à Figueira da Foz por 100 mil euros.

Ainda não respondeu à pergunta. Por que é que a prova não se realizou este ano?
Tem a ver com preços e com a falta de contactos com a câmara municipal. Mas estou convicto de que, em 2023, vai ser diferente. Mas se a câmara assim não quiser, abandonamos a Figueira da Foz.
Se a autarquia estiver interessada, que prova será realizada?
Temos um clube com o maior número de crianças filiadas. É um desafio que faço ao presidente da câmara: gostava de ter na Figueira da Foz o Campeonato do Mundo de Fórmula Futura, com 18 países e mais de 100 crianças a competir, em agosto. Se não o fizer na Figueira da Foz, irei fazê-lo em Lisboa. (…) A F1 poderá voltar a acontecer, embora com orçamentos completamente diferentes. Posso dizer que a F1, em 2023, em Viana do Castelo ainda não está fechada. Se me perguntarem se gostava de a fazer em Viana do Castelo ou na Figueira da Foz, digo que gostava de fazê-la na Figueira da Foz.

Regressando à região, a FPM tem alguma prova agendada para Coimbra?
Não temos calendário para Coimbra em 2023. Em 2024, vamos ter calendário para Coimbra. Vamos trabalhar para uma prova nacional de wakeboard. Em relação a Mira, posso dizer que, desde que sou presidente da FPM, foi o local que mais me entusiasmou. Mira conseguiu superar todas as provas, a nível nacional. Não temos clube náutico em Mira, foi o Clube Náutico da Figueira da Foz que esteve ao meu lado em Mira. Em Mira, em 2023, vamos ter uma prova ibérica. Ou seja, passa de uma prova nacional para uma prova internacional.

A FPM vai levar a modalidade às escolas.
A iniciativa também inclui esta região?
A Figueira da Foz é, sem dúvida, o sítio onde pretendo iniciar o projeto. A cidade tem mais de 30 alunos no clube náutico, temos um passado de motonáutica. Peço ao doutor Pedro Santana Lopes que não queira matar isto, que não mate a motonáutica na Figueira da Foz. No dia em que a matar, todos nós vamos sofrer com isso.

Assim sendo, o projeto terá início na Figueira da Foz, já no próximo ano?
Sim, mas só com o “agrément” da câmara municipal. Porque, se não o tivermos, irei começar a motonáutica [nas escolas] do Município de Vila Velha de Ródão.

Faz falta um centro de alto rendimento de motonáutica nesta região?
Sim, muito. Está a fazer muita falta. [Mas] falta apoio, falta dinheiro. Em Portugal só temos um, em Lamego.

A região de Coimbra seria a zona ideal para instalar o segundo?
Sim. A Figueira da Foz seria excelente. Quem me dera!

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