Liga 3: Um empate no dérbi que não agrada a ninguém

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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

O. Hospital e Académica entraram no relvado do Estádio Municipal de Tábua a viver momentos distintos na temporada. Se o conjunto serrano vinha de um triunfo moralizador diante do Sporting B (3-2), a Briosa, última classificada da série, tinha sofrido na última ronda uma pesada derrota em Alverca (4-0). Após a partida, nem sempre bem jogada, mas emotiva e recheada de golos (quatro), as duas equipas continuam na mesma posição em que estavam antes do início da 10.ª jornada.
Os dois técnicos apresentaram sistemas com três centrais. Na formação a jogar em “casa” emprestada, o técnico Nuno Pedro fez apenas duas mudanças na equipa inicial, tendo colocado no onze Yaya Bamba e o avançado Daffe (saíram da equipa Wilson Kenidy e André Fontes Já nos estudantes, Zé Nando promoveu quatro alterações em relação ao duelo com o Alverca. Estreou no onze o defesa Douglão, que teve direito ao habitual “canelão” em Tábua, João Pais assumiu o papel de ala esquerdo, com David Caiado a alinhar de início no setor intermediário. Hugo Seco, após cumprir castigo, também voltou as escolhas iniciais (alinhou como ala direito).
O jogo começou num ritmo “morno”. Diogo Castro rematou forte, mas ao lado da baliza de Hidalgo e na área contrária, David Brás falhou a emenda após passe de Hugo Seco.
Seria na sequência de uma bola parada que o marcador iria sofrer a primeira mexida da tarde. Aos 20’, David Caiado executou um livre indireto para o interior da área. Chastre falhou a saída dos postes e o esférico sobrou para Hugo Seco que fuzilou a baliza e abriu o ativo, 1-0. A resposta da equipa da casa foi imediata. Daffé, 23’, desviou de cabeça um livre lateral cobrado por Batalha e obrigou Hidalgo a uma intervenção apertada.
O O. Hospital tentava aproximar-se do último reduto dos estudantes e aos 37’, o goleador Patrick chegou ligeiramente atrasado a uma solicitação no interior da área.
A Académica parecia serena no desafio e voltaria a ser letal pouco depois. Nketia trabalhou a bola no lado direito do ataque academista e soltou para David Teles. O médio, a cerca de 30 metros da baliza, disparou fortíssimo de pé esquerdo e colocou a bola no ângulo da baliza. O golo da tarde, candidato a golo da jornada, deixava, aos 41’, a Briosa a ganhar por 2-0 e “gelava” a equipa da Beira Serra. Em tempo de descanso, a eficácia e a qualidade técnica dos executantes premiava e dava vantagem à Académica, 2-0.

O. Hospital muda sistema e domina 2.º tempo
O descanso não poderia ter sido mais benéfico para o O. Hospital. Nuno Pedro mexeu na sua equipa e mudou o sistema. Miguel Rodrigues e Bruno Carvalho foram substituídos por André Salvador e Alan Júnior, que assim reencontrou uma equipa que já representou. O 3-5-2 deu lugar a um 4-4-2 e a equipa serrana viria beneficiar das mexidas.
André Salvador deixou um ténue aviso a Hidalgo e pouco depois Patrick também atirou ao lado. Depois de “dois avisos”, o O. Hospital marcou mesmo. André Salvador cruzou com conta, peso e medida para a área e na zona do segundo poste, Rui Batalha surgiu para desviar de cabeça, reduzindo assim a desvantagem no marcador, 2-1.
A Académica não conseguia contrariar o maior ímpeto da formação azul e branca e quatro minutos, 60’, depois seria novamente penalizada. Diogo Castro subiu pela direita e cruzou para a zona do primeiro poste onde surgiu Daffe. Após conseguir a antecipar-se a um defesa, o senegalês empatou a partida com um ligeiro desvio com o pé direito, 2-2.
Forçados a “despertar”, os comandados de Zé Nando foram à procura da baliza de Chastre. Nketia, 66’, servido por Vasco Gomes (bom lance individual) atirou de cabeça para grande defesa do guarda-redes serrano. Na reta final foi novamente o O. Hospital a ficar perto do golo. Patrick perdeu no frente a frente com Hidalgo e, aos 92’+, o guarda-redes academista voltou a ser decisivo negando o golo a Rui Batalha.
O. Hospital e Académica somaram mais um ponto, num empate que acabou por não servir a nenhuma das formações. Na 11.ª jornada, a última da 1.ª volta, a formação serrana (9.ª classificada com 11 pontos) vai até aos Açores medir forças com o Fontinhas em Angra do Heroísmo, enquanto os estudantes (12.º e último lugar com sete pontos) recebem o Real.

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