AFC: “Estamos cá para virar isto do avesso”

DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

“Não nos juntámos aqui para ganhar ao Horácio mas para virar por completo o desporto em Coimbra”. As palavras são do candidato à mesa da Assembleia Geral (AG) da Associação de Futebol de Coimbra (AFC), Jorge Catarino.
A lista “de mudança” que promete “uma revolução” no futebol de Coimbra apresentou-se ontem em conferência de imprensa, dando a conhecer as ideias e as pessoas e, sobretudo, insistiu na abertura do processo eleitoral.
“As eleições estão à porta. Na nossa interpretação, o mandato termina no dia 18 de dezembro. (…) É isso que nos leva a estar aqui, na expectativa de que teremos eleições, ou ainda no final deste ano, ou no início do próximo”, afirmou o candidato a presidente, Victor Baptista.
“Esperamos que, da parte de quem lidera a AFC, não exista um comportamento de fuga ao escrutínio”, acrescentou o candidato.
Sobre a data das eleições, Victor Baptista admite estar a par “do artigo n.º 69 dos estatutos” da AFC, uma norma transitória que refere que “o mandato (…), será após o seu términos prorrogado no tempo até ao ciclo olímpico seguinte”.
O candidato diz que “no limite, isto levaria a que nunca houvesse eleições, porque assim que termina um ciclo começa logo outro”. “Isto seria uma fuga ao escrutínio eleitoral”, acusa, acrescentando: “No mínimo teriam de ouvir a AG”.
Victor Baptista adianta ainda que “os atuais órgãos sociais têm solicitado apoios” para “um mandato de 2023 a 2027”. E diz-se, por isso, convicto de que “o atual presidente não se quererá perpetuar no cargo sem a legitimidade de ter ganho as eleições”.
Caso as eleições não sejam marcadas, o candidato assume que pode recorrer a “outros espaços”.
“Como um conjunto de cidadãos que se pretendem candidatar a um ato eleitoral temos sempre outros espaços. Nunca deveremos esquecer que a AFC tem declaração de utilidade pública, o que insere em si exigências, comportamentos e atitudes. O escrutínio democrático é evidentemente uma dessas exigências”, afirma.

Preocupação “territorial”
Victor Baptista terá como “vices” Luís Providência, Ricardo Simões e Paulo Figueira. Fernando Pais Alves será o tesoureiro.
Manuel Portelinha, Paulo Simões, Pedro Charana, Ricardo Patrocínio e Luís Santos são candidatos a vogais.
Victor Baptista admite que houve “uma preocupação territorial na constituição desta lista”. “Esta direção representa praticamente todo o distrito”, acrescentou.

Em campanha
“Estamos a fazer campanha eleitoral”, assume o candidato que diz ter vindo a reunir com vários clubes.
“Já reunimos com vários e saímos de lá com a convicção de que estamos no bom caminho. Logo que o ato eleitoral seja aberto, nos termos estatutários teremos de apresentar apoios de 20 por cento dos sócios e estamos convictos de que estaremos em condições de cumprir esse mínimo”, afirmou Victor Baptista.

Prioridade são os clubes
Victor Baptista defende “uma AFC equilibrada, mas também clubes sem estrangulamentos financeiros”, prometendo reunir com os clubes para procurar soluções.
Em resposta a uma proposta concreta avançada pelo presidente da AFC na gala do centenário, Victor Batista afirmou que “a construção de uma sede está assumida no programa, mas não é uma prioridade. A prioridade são os clubes”.

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