Ordem dos Médicos do Centro pede maior sentido de responsabilidade ao Ministério da Saúde

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) assumiu, hoje, a “profunda preocupação e condena o contexto de intranquilidade em resultado da divulgação pública da intenção de encerramento de maternidades / serviços de urgência de obstetrícia antes que seja conhecido o relatório da Comissão de Acompanhamento da resposta em Urgência de Ginecologia-Obstetrícia e Bloco de Partos do Serviço Nacional de Saúde”. “O que veio a público prevê o encerramento de algumas maternidades, como por exemplo, na Guarda, Castelo Branco ou Covilhã”, lê-se em comunicado.

“A Ordem dos Médicos defende equidade e acesso mais justo a quem necessita de cuidados de saúde, independentemente da zona onde se vive”, sustenta Carlos Cortes, presidente da SRCOM, ao defender ainda que “a resolução desta questão” é premente e “não pode estar a espera de resolução de outras questões como a aprovação do Orçamento de Estado 2023 e o início pleno de funções da Comissão Executiva do SNS. É uma questão de saúde pública que necessita de uma resposta ponderada e rápida”.

Segundo a nota, “a SRCOM entende ser lastimável virem a público informações preliminares sem uma fundamentação adequada, sem a menor explicação e sem outros agentes com capacidade técnica terem tido oportunidade de se pronunciarem. Carlos Cortes refere ainda que “é grave estar a despertar um novo alarme social junto da população e dos profissionais de saúde num assunto que merece mais cuidado, tendo em conta o caos vivido nos meses do verão”. É “irresponsável a forma como o processo está a ser conduzido” que “deveria transmitir segurança e tranquilidade à população e o que se está a fazer é precisamente o contrário”.

“É preciso sentido de responsabilidade nestas matérias tão sensíveis. O Ministério da Saúde começa muito mal, não resolvendo um problema complexo e criando ainda mais desconfiança”, sustenta o presidente da SRCOM. “Este clima de incerteza e de intranquilidade prejudica a resolução desta situação.”, conclui Carlos Cortes.

 

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