Opinião: “Portugal nas bocas da Europa”

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Confesso que não sigo afincadamente as notícias de Portugal e o que sei baseia-se nas “gordas”, que encontro maioritariamente nas redes sociais ou em conversas com amigos. Também não faço questão de estar sempre ligada à RTP Internacional que, além dos noticiários e de um ou outro conteúdo, tem uma programação completamente desadequada da realidade da massa emigrante portuguesa actual. Mas este é assunto para outro capítulo…

Estando mais exposta aos media belgas, foi com surpresa que vi o nome de Portugal nas capas, na abertura de noticiários, no topo de todos os meios de comunicação social belgas, no início desta semana. A razão? A Bélgica atingiu o pleno nas suas reservas de gás, tornando-se assim no segundo estado da União Europeia com a sua capacidade no máximo. O primeiro lugar, esse é ocupado por Portugal.

O nosso país terá chegado a esta situação a meio do mês de Setembro, apesar de ter uma menor capacidade de armazenamento que a Bélgica. Mesmo assim, e pelo menos no caso belga, as reservas cobrem apenas 4% do consumo anual do país. Na totalidade dos membros da União Europeia, é interessante constatar que as reservas estão a 89,3% da capacidade, com Hungria e Bulgária no fundo da tabela e Holanda, França e Alemanha perto do valor máximo.

Já na semana passada Portugal voltou a figurar nas primeiras páginas da imprensa belga, desta feita por, a par com a Espanha, estar a controlar a subida brusca dos preços da electricidade que se verifica por aqui. Ao que parece, neste momento Portugal paga ainda a electricidade a um terço do preço pago na Bélgica.

Tudo isto para dizer que é raro que o nosso país seja tantas vezes mencionado cá fora por razões positivas e relevantes a nível global. Por uma vez se fala de nós num contexto que não envolve futebol, férias ou desemprego…

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