Opinião: Imunidade aos extremismos

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Enquanto as nações vizinhas passam por grande redefinição política, a nação alpina continua a ser uma ilha de estabilidade no velho continente. Em França e Itália, as eleições deste ano conduziram a grandes mudanças no equilíbrio de poder entre os principais partidos. No ano passado na Alemanha, o Partido Social Democrata (SPD) pôs fim a 15 anos de Angela Merkel e de hegemonia da União Democrática Cristã (CDU). A um ano das eleições federais em 2023, a Suíça parece imune a mudanças políticas de temporada e aos cantos populistas que vão crescendo em todo o mundo, de acordo com a sondagem eleitoral publicada esta semana. Desde as eleições federais anteriores, em 2019, o apoio público aos maiores partidos tem permanecido relativamente estável, apesar de se antecipar uma modesta inclinação à direita. Apenas dois dos seis maiores partidos registam uma mudança marginal no apoio dos seus eleitores. Apesar da severidade dos eventos climáticos sentida, e a iminente falta de energia este inverno, os partidos Verdes não capitalizam novos apoios na sociedade alpina. Esta parece continuar a confiar aos principais partidos do centro democrático (PP e SD) a missão de resolver os desafios da governação. Um bom exemplo é a estagnação da “onda verde” que em 2019 obteve relevante representação eleitoral na Suíça, apesar de as alterações climáticas continuarem a ser a principal preocupação dos residentes suíços. O último estudo de opinião concluiu que as mudanças climáticas e a proteção ambiental é uma das três prioridades para 43% do eleitorado. Importa acrescentar que o impacto da inflação é comparativamente reduzido na Suíça. O índice global de preços no consumidor aumentou 3,5% ao longo de 2022 na Suíça, contra 10% na União Europeia e mais de 8% nos Estados Unidos.

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