Câmara de Coimbra quer parques de trotinetes para evitar “alguma anarquia”

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A Câmara de Coimbra está a estudar com as duas operadoras privadas de trotinetes na cidade a criação de parques de estacionamento final para evitar “alguma anarquia”, afirmou hoje a vereadora com o pelouro dos transportes.

“Neste momento, o esquema que temos a vigorar passa por a pessoa levantar a trotinete num ‘hotspot’ e depois pode largá-lo em qualquer sítio. O que tem acontecido, como temos visto, é alguma anarquia no estacionamento final das respetivas trotinetes, que ficam espalhadas por toda a cidade, que perturbam com a circulação pedonal”, afirmou à agência Lusa a vereadora com a pasta da mobilidade e dos transportes, Ana Bastos, eleita pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Aliança/RIR e Volt).

Segundo a responsável, está a ser estudado com as duas operadoras privadas que operam na cidade “a definição de sítios que são novos ‘hotspots’ para estacionamento final, que não tem a ver com o levantamento das trotinetes”.

Esses lugares de estacionamento final serão sinalizados virtualmente, pela aplicação, e terão “uma proliferação maior” em termos de dispersão geográfica pela cidade, para não retirar a vantagem “da trotinete, que é a flexibilidade ao largar o veículo no final da viagem”, realçou.

“A pessoa será informada na aplicação onde esses locais estão – poderá haver uma pequena sinalização – e podem terminar a viagem. Se não largarem nesses locais, continuam a pagar”, aclarou.

Ana Bastos falava à Lusa no final da reunião da Assembleia Municipal, onde foi avançada esta solução, após o problema ter sido apontado pelo movimento Cidadãos por Coimbra.

Na mesma Assembleia Municipal, foi ainda debatida a rotunda do Almegue, que gere o trânsito oriundo da via rápida de Taveiro e do IC2.

Sobre a possibilidade de semaforização dessa rotunda, Ana Bastos afirmou que já houve duas reuniões do executivo com a Infraestruturas de Portugal, sublinhando que a questão da “dominialidade está completamente ultrapassada”.

“Durante o tempo em que estivemos na oposição [e o PS liderava o executivo] dizia-se que não era impossível estar a fazer uma obra por parte da Câmara Municipal num cruzamento que pretende à Infraestruturas de Portugal. Essa é uma realidade, mas já chegámos a um acordo para que, se a Câmara assim o entender, possa intervir desde já ali”, frisou.

Neste momento, prossegue “uma negociação com a Infraestruturas de Portugal [IP] para a repartição de custos” naquela rotunda.

A vereadora espera que a intervenção possa avançar no próximo ano, com o projeto a estar dependente da abertura da IP para assumir parte dos custos, considerando que “o ideal seria haver também alguma intervenção física de remodelação do cruzamento”.

Caso não seja possível, a autarquia irá avançar com a semaforização, que será sempre “uma solução provisória”, notou, referindo que a definitiva “passa pela construção da nova ponte sobre o rio Mondego”.

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