Politécnico de Coimbra cria gabinetes de inovação em seis concelhos

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O Instituto Politécnico de Coimbra celebrou hoje protocolos com seis concelhos de baixa densidade do distrito de Coimbra para a criação de gabinetes de inovação regional, com o objetivo de contribuir para a transformação e desenvolvimento do território.

O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) estabeleceu protocolos com os municípios de Góis, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares, para integrarem o projeto @GIR – gabinetes de inovação regional, uma iniciativa que procura contribuir para um território mais atrativo e capaz de fixar mais jovens, afirmou o presidente da instituição, Jorge Conde.

A rede @GIR conta agora com um total de 13 municípios envolvidos, que abrange todos os 12 concelhos de baixa densidade da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, incluindo ainda Castanheira de Pera (do distrito de Leiria).

“Este é apenas mais um passo na estratégia do Politécnico de Coimbra de sermos a instituição da região e de sermos parceiros ativos no desenvolvimento do território, da transformação do território e de contribuir para a possibilidade de criarmos uma área metropolitana na nossa região”, salientou Jorge Conde.

De acordo com o presidente do IPC, 30% dos alunos de todos os municípios integrados na rede estudam no Politécnico de Coimbra, sendo necessário ajudar os territórios a terem capacidade para os fixar.

“Precisamos de qualificar o emprego, melhorar a economia local e tornar o território mais atrativo”, realçou.

Segundo a vice-presidente do IPC, Érica Castanheira, o projeto conta com gabinetes físicos em cada um dos municípios, apesar de a equipa do projeto privilegiar “a ida às empresas e às instituições”.

A iniciativa, que conta com financiamento de fundos comunitários até final de 2023, tem uma equipa de dez pessoas, contratadas para o efeito, que procura ser “o mais multidisciplinar possível”, aclarou à agência Lusa a responsável, apontando para áreas como a engenharia florestal, a biotecnologia, a biologia, a engenharia mecânica ou a animação sócio educativa.

“Quando não temos resposta imediata na equipa, temos as nossas unidades orgânicas e recorremos a elas. Sempre que possível, envolvemos o máximo de unidades orgânicas para os projetos, convocando diferentes saberes e diferentes escolas”, salientou, explicando que alguns dos projetos que já avançaram envolveram docentes e investigadores das unidades do IPC.

Com a equipa completa desde abril, o @GIR já fez mais de 70 deslocações aos territórios integrados no projeto e reuniu com mais de 60 instituições dos concelhos.

De acordo com Érica Castanheira, no âmbito da iniciativa, já foram divulgadas mais de “40 oportunidades de estágio em diferentes em diferentes áreas” e o @GIR encontra-se envolvido em mais de 12 projetos, mais de metade dos mesmos com candidaturas para obtenção de financiamento.

Na cerimónia, estiveram presentes presidentes e vereadores das câmaras municipais que assinaram hoje os protocolos, com todos a destacarem a possibilidade de o projeto poder potenciar a transferência de conhecimento e a valorização dos produtos endógenos do território.

Após o fim do financiamento, a equipa do IPC pretende “criar condições para que a equipa possa continuar a desenvolver o trabalho”, algo que depende também “do desempenho” da iniciativa nos territórios, referiu Érica Castanheira.

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