Opinião: Do “Deep Tech” ao talento à prova de futuro!

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Em termos gerais o setor “Deep Tech” ( Tecnologia Profunda ) corresponde às tecnologias mais avançadas, ou seja, que apresentam maiores barreiras à entrada / instalação, e que, na gíria dos economistas se denomina por “fronteira tecnológica”. Assim, o Deep Tech entra nas denominadas inovações disruptivas, cuja implementação provoca alterações substanciais no ambiente social, económico, tecnológico, ecológico e legal vigente, promovendo um avanço no estado do conhecimento e o aparecimento de novos produtos e serviços em mercados emergentes ou ainda não existentes.
A inovação disruptiva , sendo de corte ou ruptura é diferente da inovação incremental, na medida em que esta, apenas introduz ligeiras melhorias funcionais num setor ou mercado já existente.
A dinâmica societal e geoestratégica cria uma lista de inovações disruptivas, necessariamente discricionária e mutante ao longo do tempo, devido ao facto de que a fronteira tecnológica evolui constantemente em função do avanço do conhecimento.
Para entendimento de base vamos considerar como tendo uma natureza Deep Tech as seguintes tecnologias : aeroespacial, inteligência artificial, computação quântica, robótica, electrónica, fotónica, biotecnología, tecnología médica, blockchain e materiais avançados.
Para o esforço de concerto das nações e da sociedade, o desafio gerado por ambientes de complexidade crescente, faz emergir um risco permanente que só pode ser percebido e dominado pelo aumento exponencial do conhecimento das pessoas através de uma aposta fortíssima nos setores educativos e formativos de alto rendimento.
A compreensão e adoção do setor Deep Tech como estratégia de crescimento, competitividade e desenvolvimento de um país, determina a capacidade de reformas inadiáveis no ritmo e no modo como se desenvolve o Talento Humano em direção às novas atividades da fronteira tecnológica e à prova de futuro.
Não é desejável continuar a difundir “mais do mesmo”, preservando processos e métodos que se revelam desadequados no combate aos desafios do empobrecimento, e para os quais a aposta no conhecimento intensivo de alto rendimento não tem alternativa.
A tendência continuada para o agravamento do posicionamento do país na sua relação com os restantes pares Europeus deverá ser objeto de uma reflexão permanente, e, junto com a observação e deteção permanente dos problemas, deverão funcionar atividades e movimentos de busca continuada de oportunidades e soluções no espaço da fronteira tecnológica, através da criação e promoção de startups e scaleups no setor Deep Tech, por forma a estimular o desenvolvimento de talentos à prova de futuro, com suporte numa tríplice cada vez mais colaborativa constituída pelos Centros de Conhecimento e Unidades de Pesquisa (Universidades, Politécnicos ), Empresas e Instituições da Sociedade Civil.

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