Opinião: Defender a Economia de Ciberataques

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Num mundo de constantes desafios, é importante destacar que as ameaças à segurança cibernética estão a afetar um número considerável de áreas e setores económicos da nossa sociedade, nomeadamente redes de energia, infraestruturas tecnológicas, processos eleitorais ou mesmo prácticas industriais. Em termos europeus, entre abril de 2020 e julho de 2021, a administração pública/governo foram os sectores que sofreram o maior número de incidentes cibernéticos (198 relatados), seguidos pelos provedores de serviços digitais (152), público em geral (151), saúde/médicos (143) e financeiro/bancário (97).
Também em termos sociais, importa sublinhar que os cidadãos estão cada vez mais preocupados, sobretudo pelos vários casos recentemente vindos a público, como foram os ataques sofridos pela Vodafone ou ainda esta semana pela TAP. De facto, 76% dos europeus acreditam enfrentar um risco elevado ao nível de crimes cibernéticos, sendo este um importante desafio que todas as sociedades terão de enfrentar num futuro próximo.
Acresce sublinhar que os processos de transformação digital desenvolvidos pelas nossas empresas ou pela sociedade em geral, acrescidos do desenvolvimento de tecnologias emergentes, terão um impacto profundo na nossa segurança cibernética, essencialmente na maneira como deverá ser alcançada. De facto, à medida que a tecnologia se desenvolve, também os ciberataques se tornam mais sofisticados, direcionados, generalizados e não detectados.
Entendo ser assim fundamental partilhar as melhores práticas internacionais entre a comunidade académica e científica, empresas e entidades não governamentais, por forma a reforçar a resiliência do nosso território, proteger a nossa sociedade em geral e as pessoas em particular. Um bom exemplo é o ‘Centro Europeu de Competências Industriais, Tecnológicas e de Investigação em Cibersegurança’, com sede em Bucareste, Roménia, que reúne competências e alinha o desenvolvimento e a implantação europeia de tecnologia de cibersegurança. Ou o ‘Centro de Excelência em Defesa Cibernética Cooperativa’ da NATO, localizado em Tallinn, Estônia.

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