Opinião: A revolução verde de Joanesburgo

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Com mais de 10 milhões de árvores, a cidade de Joanesburgo parece uma autêntica floresta tropical. Neste enorme pulmão verde, que é a capital económica da África do Sul, existem mais de 4 milhões de árvores em jardins privados nos subúrbios residenciais, e pelo menos 2,5 milhões de espécies distribuídas por parques, cemitérios, reservas naturais, áreas de conservação, estradas e passeios da cidade.
Em 2004, as autoridades avaliaram em 13 mil milhões de rands (735 milhões de euros) todo deste património arbóreo. Algumas das árvores datam do início de 1900, quando a Câmara Municipal de Joanesburgo começou a plantar árvores na área metropolitana da cidade, onde vivem hoje mais de 6 milhões de pessoas.
Em 2006, a autarquia plantou 21.653 árvores, tendo iniciado também o projeto Greening Soweto, com 6 mil árvores, no sudoeste da cidade, que é considerado “a maior revolução verde” no país. O objetivo é transformar este município numa floresta urbana através do plantio de 200.000 árvores. No ano passado, a autarquia plantou mais 10.000 árvores!
“Na realidade, queremos que os moradores plantem também árvores nos seus jardins”, declarou Jenny Moodley, porta-voz da City Parks, a entidade pública responsável pela gestão dos parques e jardins municipais de Joanesburgo.
Na estratégia da autarquia, “um acre de árvores, em média, pode armazenar 2.6 toneladas de carbono (poluição) por ano e gerar diariamente oxigénio suficiente para 18 pessoas”. Um acre de terreno corresponde a aproximadamente 55% da área de um campo de futebol, o que, na opinião dos mais entendidos, seriam necessárias três piscinas olímpicas para ocupar o mesmo espaço.
Por outro lado, a Câmara Municipal de Joanesburgo sublinha que o oxigénio que uma árvore “frondosa” e “madura” produz numa só estação equivale à quantidade que 10 pessoas inalam num ano. Outra das preocupações é o calor. “Nas áreas urbanas sem árvores, as ruas e os espaços de estacionamento podem causar um aquecimento de cinco a nove graus”, sublinha a autarquia de Joanesburgo, acrescentando que “as árvores também reduzem os níveis de ruído”.
Todos aos anos, as autoridades sul-africanas elegem duas árvores específicas (uma espécie comum e uma rara) na Semana da Árvore para reforçar a conscientização pública para a conservação das 2.000 espécies de árvores nativas da África do Sul

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