Opinião: A cidade deve pôr fim às touradas?

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NÃO!
Se eu me perguntasse sobre o assunto e fosse audível aos meus ouvidos a minha própria resposta, teria um assomo de surpresa e até perplexidade. Sim. Não vou a touradas, não vejo na TV, não gosto de modo algum. Mas acho complexo acabar com o “espectáculo” sem um prévio resguardo de tudo o que envolve, com particular atenção às posteriores condições de vida dos trabalhadores, nomeadamente tratadores e pessoal de toda a “entourage”.
Que o estudo não demore décadas! Para já, custa a arrancar por falta de coragem política e à sombra do velho revelho marialvismo lusitano. Há pouco tempo falou-se levemente, muito levemente, na possibilidade de manter a tourada, engendrando formas de minimizar o sofrimento dos animais. Sim, porque sofrem.
O touro, abominavelmente, o cavalo grande cansaço. Mesmo assim, eu continuaria não aficionada, mas de coração menos pesado. O que realmente importa não é uma autarquia ou outra cancelarem as touradas no seu território.
Releva é pensar globalmente, emitindo legislação nacional e acautelando cabalmente (não apenas “remendando”), o futuro daqueles cuja sobrevivência depende da realização de eventos taurinos na arena ou similares, recusando-me eu a admiti-los como cultura.
Como a luta de galos são tradição e esta bem pode deixar de ser o que tem sido. E para os que gostam, sugiro a criação de um jogo de computador! Aí os animais não são maltratados.

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