Ministro da Saúde quer reinício das negociações com sindicatos ainda em outubro

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DR/Ana Catarina Ferreira

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, disse hoje em Coimbra que o regresso às negociações com os sindicatos dos médicos e enfermeiros “de outubro não passará”.

“Nós vamos retomar essas negociações muito rapidamente. É essencial essa negociação”, declarou Manuel Pizarro, em resposta a uma pergunta da agência Lusa.

O ministro falava aos jornalistas, final de uma reunião com a administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), a que se seguiu uma visita aos serviços de Urgência, Imagem Médica e Medicina Nuclear da unidade.

“A componente mais importante do Serviço Nacional de Saúde (SNS) são os seus recursos humanos”, adiantou, realçando que o Governo tem “muito interesse em mobilizar o empenho” dos diferentes profissionais do setor.

Reiterando o compromisso de retomar as negociações com os sindicatos “nas próximas semanas”, Manuel Pizarro previu que esse reinício “de outubro não passará, com toda a certeza”.

“Peço aos sindicatos um bocadinho de compreensão. Nós acabamos de nos instalar como equipa”, afirmou, para lembrar que o Governo e o Ministério da Saúde estão agora envolvidos na preparação do Orçamento do Estado para 2023, que considerou “um desafio muito exigente”.

Após a visita na companhia do presidente do conselho de administração, Carlos Santos, outros responsáveis do CHUC, e o presidente da Câmara Municipal, José Manuel Silva, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, o ministro da Saúde salientou que este complexo hospitalar “é um dos navios-almirante do SNS português”.

O que se passa no CHUC, na sua opinião, “tem um efeito de exemplo sobre muitas unidades” do Serviço Nacional de Saúde.

Apesar de “algumas preocupações, mas também muitos motivos de satisfação”, Manuel Pizarro disse que saía de Coimbra “muito tranquilo” com o presente e o futuro do Centro Hospitalar.

Um dos motivos de contentamento, revelou, é o facto de haver “um grande acordo na comunidade que envolve este hospital” com vista a “dar passos céleres para a construção” da nova maternidade da cidade, em substituição das duas atuais, Bissaya Barreto e Daniel de Matos, integradas no CHUC.

Dentro de “algumas semanas”, avançará o projeto de arquitetura e execução da obra, para que, em 2023, seja lançado o concurso público “da tão aguardada construção” da nova maternidade, num terreno adjacente ao CHUC.

“Do ponto de vista técnico”, designadamente quanto à localização da futura maternidade, o ministro da Saúde afirmou: “estamos muito tranquilos com aquilo que foi decidido”.

O município de Coimbra, no anterior mandato do executivo, liderado pelo socialista Manuel Machado, preconizava a instalação da maternidade nos Covões, na margem esquerda do rio Mondego, corroborando uma movimentação local nesse sentido que envolveu partidos, sindicatos e outras organizações cívicas e da área da saúde.

Tendo em conta um estudo técnico divulgado na semana passada, Manuel Pizarro, sem dizer se algumas maternidades do país serão ou não encerradas, defendeu que os serviços de saúde materno-infantil devem “continuar a oferecer a segurança que hoje oferecem às grávidas e aos seus filhos”.

Por fim, o ministro disse que o Governo acolherá as escolhas que o diretor executivo do SNS, Fernando Araújo, venha a fazer na composição da sua equipa, frisando que esta é uma competência exclusiva do próprio.

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