Entrevista: Importante definir uma estratégia turística para o concelho e para a região

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DR/Pedro Ramos

Que balanço é possível fazer do Verão 2022 no turismo e restauração de Coimbra?
O Verão devolveu definitivamente a esperança ao setor. Alguma da restauração já mostrava bons níveis de recuperação ainda antes desta época, mas com a chegada do Verão isto verificou-se também nas zonas mais dependentes dos fluxos turísticos. De facto, a recuperação tem-se aproximado progressivamente dos níveis de 2019, o que é de saudar. Agosto deverá ter tido um nível de turistas semelhante a 2019, inclusivamente internacionais. Haverá que refletir o porquê de ter sido feita a um ritmo mais lento que noutras regiões próximas.

Quais são as perspetivas para os próximos meses do ano e para o ano de 2023?
O final do ano aparenta seguir o ritmo verificado nos últimos meses, com os visitantes a aproximarem-se dos níveis verificados em 2019. O ano de 2023 vem na sequência destes bons meses, no entanto tem vários fatores de incerteza. Tendo em conta que a recuperação verificada em Portugal parece estar a acontecer a um ritmo superior à recuperação média do turismo mundial, é difícil dizer se será algo a manter-se ou se será uma fase transitória. Acresce que se vão acumulando diversas pressões negativas sobre o poder de compra das famílias: a incerteza provocada pela guerra, a inflação, os problemas das cadeias de abastecimento, o agravamento das taxas de juro, a redução das poupanças acumuladas durante o período de confinamentos, etc.

A anunciada recessão é mais um problema para o setor da região?
Muitas das empresas que resistiram ao período pandémico estão descapitalizadas e acumularam dívidas, à banca e ao estado. Entra-se agora numa fase muito delicada de pagar esses montantes. Note-se também, que durante estes 2 anos as empresas limitaram muito os seus investimentos. No entanto, o imobilizado continuou a envelhecer e a sofrer desgaste. Apesar da boa dinâmica de recuperação do turismo e da restauração, esta é uma situação que irá demorar muito mais tempo a ser completamente ultrapassada. Sendo que diversas empresas dificilmente o irão fazer.
Uma recessão, dependendo do impacto sobre os nossos principais mercados, pode deixar à vista a realidade dos impactos do covid-19 no setor. É algo altamente preocupante, particularmente nesta fase sensível.

Ler entrevista completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS em 27/09/2022

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