Entrevista: “FFUC é hoje referência na área da investigação em Coimbra”

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Os farmacêuticos não estão apenas ligados à produção e segurança do medicamento, mas têm uma ampla intervenção em vários setores da comunidade…
No que diz depois respeito ao medicamento, eu costumo afirmar que os farmacêuticos são os profissionais responsáveis pelo medicamento “desde a sua conceção até depois da sua morte…”. Ou seja, desde a sua investigação, passando pelas diversas etapas, não terminando na sua utilização por humanos, animais ou plantas, mas continuando até à sua eliminação, com o cuidado dado aos efeitos no ambiente, seja na água, no solo ou no ar.

Esta circunstância exige uma formação diferenciada. Como é que a Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC) respondeu a estas exigências?
A maior exigência que se coloca não é responder com eficiência e com eficácia aos atuais desafios de Ensino/Aprendizagem das Ciências Farmacêuticas. Modéstia à parte, penso que a FFUC responde bem, para não dizer mesmo muito bem a essa exigência. Porquê? Como são “as perguntas que fazem avançar o mundo”, há muito que a FFUC persegue e prossegue um objetivo fundamental que é tentar estar à frente dos desafios. Assim, o Ensino/Aprendizagem das Ciências Farmacêuticas na FFUC para além de manter as atividades ditas “tradicionais” tem obrigação de prever questões emergentes. Ora, é isso que acontece na FFUC, na medida em que, sendo uma Escola de Saúde, vem assumindo que saúde não se limita apenas a saúde humana, mas depende também antes da saúde animal e ambiental. E é com esse propósito que importa anunciar “extramuros” que a FFUC viu recentemente aprovados pela UC e acreditados pela A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) mais dois Cursos de Mestrado: “Mestrado em Medicamentos e Suplementos Alimentares à Base de Plantas” e “Mestrado em Avaliação de Tecnologias de Saúde e Acesso de Medicamentos ao Mercado” que, se não for antes, abrirão candidaturas para a sua frequência no próximo mês de fevereiro.
Por outro lado, está a ser submetido à aprovação da UC um conjunto de Cursos Não Conferentes de Grau de diferente duração que, pensamos, darão uma contribuição importante para o desenvolvimento económico e profissional na área da saúde, não só para Coimbra e Região, mas para o todo nacional, quiçá mesmo transnacional, face à colaboração já garantida de professores estrangeiros nesses cursos.

O que está a ser feito nas áreas das Ciências Bioanalíticas e da Farmácia Biomédica?
Por força das circunstâncias que vivemos nos últimos dois anos, os licenciados em Ciências Bioanalíticas e em Farmácia Biomédica “não chegaram para as encomendas”… Estamos em crer que o papel dos Coordenadores de Curso e das Comissões dos Cursos respetivos, em estreita colaboração com o NEF/AAC, ao promoverem jornadas dedicadas aos cursos referidos, como o “Dia do Bioanalista” e o “Dia da Farmácia Biomédica” têm solidificado estas formações orientadas para estas áreas importantes da saúde. Aliás alguns destes licenciados têm prosseguido estudos de Mestrado e Doutoramento, dentro e fora da FFUC, o que, aliado ao conhecimento que temos da criação de empresas com ex-estudantes destes cursos, mostra bem a contribuição destes cursos para a sociedade. Mas isso não nos impede de queremos melhorar os nossos Cursos de Licenciatura. Assim, tendo recebido recentemente o resultados da (re)acreditação por seis anos da Licenciatura em Farmácia Biomédica e esperando que o mesmo venha a acontecer com a Licenciatura em Ciências Bioanalíticas ainda este ano, já estamos a planear auscultar a comunidade FFUC (estudantes, docentes e funcionários), quer ex-estudantes, quer o que se convencionou chamar “mercado”, seja setor público seja setor privado, para introduzir as alterações que forem consideradas como mais-valias para os dois cursos. Aliás, o mesmo acontecerá para o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas.

Ler entrevista completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS em 26/09/2022

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