Projeto que visa traçar a memória de Cantanhede já recolheu mais de 5 mil fotografias

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O projeto “Traçar a memória do concelho de Cantanhede” já recolheu mais de 5.000 fotografias, 30 vídeos e mais de duas centenas de documentos diversos.

O projeto foi criado em 2006, pela Câmara Municipal de Cantanhede, e, desde essa data, a autarquia recolheu 5.621 fotografias, 30 vídeos e 223 documentos diversos, como, por exemplo, cartazes, textos, recortes de imprensa, plantas e mapas.

Esta iniciativa tem como propósito “reunir o maior manancial de informação possível sobre as dinâmicas familiares, sociais, culturais e etnográficas desenvolvidas nos diferentes contextos do território concelhio, de modo a preservá-las para memória futura”, disse hoje à agência Lusa o vice-presidente da Câmara, Pedro Cardoso.

Segundo a autarquia, foram realizadas dez entrevistas de vida, estando planeadas “mais de uma dezena” de entrevistas.

Já nas redes sociais tem havido publicações com referências temáticas celebradas antigamente.

“Este projeto é sobretudo uma forma de envolver toda a comunidade. No fundo, pretende-se mobilizar/suscitar o interesse dos nossos concidadãos, fomentar este dever cívico de colaborar na construção da nossa memória histórica”, acrescentou Pedro Cardoso.

“Quase que podemos falar num sobressalto cívico que o Município de Cantanhede quer provocar junto das populações, na defesa da história e tradições do concelho. No fundo, trata-se de exortar os cantanhedenses à construção da sua própria história coletiva”, frisou.

Existe ainda um núcleo documental composto essencialmente por espécimes fotográficos em formato papel, constituído por 32 pastas, referentes aos mandatos autárquicos de 1994 a 2005.

Outro grupo documental está relacionado com a Expofacic, que inclue pastas com documentação e material gráfico referente ao evento, tal como cartazes, bilhetes, ‘flyers’, entre outros.

Paralelamente a esta recolha, o Município de Cantanhede, no distrito de Coimbra, tem vindo a apoiar na realização de exposições temáticas com base em algum acervo documental recolhido, bem como tem vindo a apoiar na edição de trabalhos, que “constituem verdadeiras recolhas importantíssimas para traçar a memória”.

Alguns desses exemplos é o livro “Coleção Construir a Memória da Região de Cantanhede”, da autoria de Manuel Cidalino Madaleno, e “Cantanhede – memórias para o futuro”, de Carlos Garcia.

Este acervo historiográfico, que servirá de base para construção da história contemporânea do concelho de Cantanhede, pode ser utilizado para quem pretenda realizar trabalhos nesse domínio.

A iniciativa é dirigida a todos os munícipes e entidades públicas e privadas que possuam documentos e imagens com valor histórico e documental.

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