Câmara de Coimbra recusa alterações ao projeto do ‘metrobus’ em execução

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A vereadora da Câmara de Coimbra Ana Bastos recusou hoje eventuais alterações ao canal do futuro sistema de ‘metrobus’, naquela cidade, e alertou que isso implicaria o pagamento de “indemnizações avultadas”.

“Qualquer alteração ao projeto do canal obriga necessariamente à paragem da obra por tempo indeterminado, sujeitando-se ao pagamento de indemnizações avultadas resultantes do arrastamento da obra e da manutenção dos estaleiros, dos trabalhos complementares e trabalhos suprimidos”, afirmou a também presidente do conselho de administração dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

Ana Bastos, eleita pela coligação Juntos Somos Coimbra, que reúne PSD, CDS, PPM, Volt, RIR, Aliança e Nós, Cidadãos, salientou que “a revisão dos projetos resulta necessariamente na revisão das tabelas de quantidades e dos orçamentos, ou seja, na definição de trabalhos complementares”.

“Todos os trabalhos complementares não são abrangidos pelo financiamento, tendo por isso de ser assumidos na íntegra pelo dono da obra”, disse.

Para a vereadora da maioria, “insistir em impor alterações ao projeto nesta fase ou é a demonstração do total desconhecimento das implicações que essas alterações acarretam em termos de viabilidade financeira do projeto ou, então, de forma deliberada, querer emperrar em definitivo o projeto e voltar ao impasse em que mergulhou a cidade por mais de três décadas”.

Ana Bastos comentou uma manifestação promovida pela organização ambientalista ClimAção Centro, no dia 16, contra o corte de cinco plátanos na avenida Emídio Navarro, previsto no âmbito do projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), cujas obras decorrem na cidade, para preparar a passagem dos autocarros elétricos, que também circularão no antigo ramal ferroviário da Lousã, que liga Serpins, neste concelho, a Miranda do Corvo e à estação de Coimbra B, na Linha do Norte.

“Temos seguido as iniciativas, apresentadas por parte de alguns cidadãos, em torno do abate dos cinco plátanos na Ínsua dos Bentos (…), no âmbito das obras do ‘metrobus’, com particular interesse e cuidado”, começou por informar.

A vereadora frisou que “a obra do ‘metrobus’, em três dos quatro trechos urbanos, está consignada e em fase de execução”.

“Os estudos prévios dos vários trechos, fase em que se decidem os traçados, foram aprovados em 2018 e o da Linha do Hospital em 2019”, disse, ao justificar a alegada impossibilidade de introduzir alterações ao projeto consignado.

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