“Acreditamos que o investimento financeiro que se fez vai trazer benefícios a médio e a longo prazo”

No ano do regresso, após dois anos de interregno devido à pandemia covid-19, a autarquia decidiu apostar no crescimento das Festas do Concelho. Quais as principais novidades para esta edição das Festas de Góis?
As atuais Festas do Concelho de Góis seguem, grosso modo, a linha das edições anteriores, ainda que possamos destacar algumas novidades.
Vamos realizar um conjunto de atividades de educação ambiental, que queremos dinamizar nas praias fluviais do concelho, que este ano se encontram integradas na programação, refletindo o desenvolvimento estratégico da política municipal para a sustentabilidade.
Por outro lado, vamos apresentar dois livros, “Ainda não é desta” e “Máscara de Xisto”, como iniciativas promotoras da literacia.
O primeiro, da autoria de Sandra May, abriu as Festas do Concelho com chave de ouro. A autora, com emoção e uma alegria transbordante, contou como cresceu o seu projeto cultural “Um Sonho pela Nacional 2”. Um projeto que a autarquia acolhe desde a primeira hora.
O segundo enquadra-se no projeto intermunicipal “Foliar entre montes e mar”, financiado pelo Centro 2020, que tem como principal objetivo a preservação e salvaguarda do património cultural imaterial do nosso território.
Nesta edição quisemos envolver três associações de juventude do concelho, no âmbito das Comemorações do Dia da Juventude, cuja programação se estende para além da data da efeméride (12 de agosto), desenvolvendo-se ontem e hoje.
Já amanhã será lançada uma convocatória aberta, com vista à dinamização de um concurso de arte urbana, com o objetivo de tornar a rua da Quinta mais apelativa, através de intervenção artística do muro que aí se encontra, tornando o Centro Histórico da Vila de Góis num local de forte expressão artística urbana, num registo de continuidade dos trabalhos já realizados, no passado, por vários artistas.
Relativamente à animação musical, entre os dias 15 e 20 de agosto, será assegurada por artistas locais, de música ligeira, numa aposta do Município de Góis em apoiar e valorizar os talentos do seu território, com foco também na integração da população migrante.

Como é que tem visto o regresso das festas, depois de dois anos de interregno devido à pandemia?
O regresso das Festas de Góis, de um modo global, é muito positivo, esperado e muito aguardado por todos.
Naturalmente que não deixaremos de lado as preocupações com a saúde pública, porquanto houve uma grande preocupação em organizar a esmagadora maioria das iniciativas ao ar livre.
Por outro lado, deparamo-nos com a contrariedade de, em termos técnicos, haver pouca oferta de mão-de-obra especializada. Felizmente, esta questão foi ultrapassada, apesar de nos ter dificultado o trabalho, mas ainda assim não nos livrou de alguns constrangimentos em termos de programação.

Qual o investimento do município nesta edição?
Não estamos em fase de apresentar contas. Na verdade, o que mais importa são os resultados, não propriamente o valor investido.
No entanto, acreditamos que o investimento financeiro que se fez vai trazer benefícios a médio e a longo prazo.

Ler entrevista completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS em 11/08/2022

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