PS acusa José Manuel Silva de querer destruir os transportes públicos

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Se for para a frente a intenção da Câmara Municipal de Coimbra de integrar os atuais Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC) na própria autarquia será dado “um primeiro passo” para a privatização dos transportes no concelho.
Este receio foi ontem denunciado, em conferência de imprensa, pelos quatro vereadores do PS na Câmara de Coimbra na oposição, que se mostraram contra a substituição dos SMTUC por um departamento camarário.
Juntamente com o presidente da bancada parlamentar socialista na Assembleia Municipal, Ferreira da Silva, a estrutura local do partido mostrou-se frontalmente contra a proposta, que está integrada na solução geral de reestruturação da orgânica do município anunciada pelo presidente, José Manuel Silva.
A proposta traz “encapotada a extinção dos SMTUC, o que não está expresso no programa eleitoral do Juntos Somos Coimbra”, sendo uma “traição aos conimbricenses”, afirmou a vereadora Regina Bento, que era a presidente do conselho de administração dos SMTUC no último mandato de Manuel Machado.

Discussão agendada para a próxima reunião da câmara
Os socialistas prometem que haverá forte discussão sobre o assunto na reunião da câmara municipal, na próxima segunda-feira, bem como na assembleia municipal a realizar no próximo dia 18 de julho.
Nessa altura, “apelamos aos partidos representados na assembleia municipal para que se juntem a nós para impedir que a proposta passe”, referiu a autarca, acrescentando que, caso contrário, José Manuel Silva “ficará na história por ter destruído o serviço público de transportes urbanos de Coimbra”.
Para o PS, esta proposta não resolve o problema da carreira dos motoristas e não tem “ganhos de funcionamento”, até porque, disseram os vereadores, a reestruturação orgânica do município vai fazer “crescer” o número de departamentos de 12 para 16 e de divisões de 40 para 50, fazendo aumentar a burocracia.
No caso dos SMTUC, “demorará meses a adquirir peças para reparar autocarros, demorará anos a aquisição de novos autocarros, aumentando as imobilizações e degradando o serviço prestado às populações”, realçou Regina Bento.
Acresce o risco na captação de financiamentos comunitários e o previsível despedimento de 41 funcionários.

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