“Nota-se que as pessoas estão ávidas de festas e convívios”

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Dois anos sem Festas de S. Tomé, devido à pandemia, é muito tempo. Esta edição é, por isso, especial?
É especial. É o regresso das nossas festas do concelho, pelas quais as pessoas aguardam com grande expetativa. Andámos dois anos sem fazer festas. As pessoas estão ávidas de celebrações.

Há novidades?
A grande novidade deste ano é a parte empresarial. Já em 2020 tínhamos preparado o aumento da área dedicada à mostra de atividades empresariais, mas não conseguimos implementá-lo, por causa da pandemia. Fizemos um protocolo com a Associação Empresarial de Mira e está a ser um sucesso: temos cerca de 70 stands, que se traduzem num crescimento exponencial.

Tudo no jardim do Visconde?
Tudo se realiza ali. Aumentámos o número de stands, sobretudo comerciais, com empresas locais e da região. Assim, ajudamos a dar uma maior dinâmica às empresas que participam.

Também por isso, espera ter mais gente nas Festas de S. Tomé do que na última edição, em 2019?
Sim, temos essa expetativa, até avaliando por outros eventos que temos tido no concelho. Nota-se que as pessoas estão ávidas de festas e convívios. Esperamos ter uma boa moldura humana. O cartaz também é atrativo, e é para todas as idades.

A autarquia reforçou a aposta no cartaz de espetáculos?
Reforçou. Temos o Herman José, temos o Diogo Piçarra… E temos um pograma da RTP com sete horas de emissão, com várias reportagens sobre o nosso território e as nossas gentes. Portanto, de certeza que vamos ter muita gente. E não só pelo cartaz, porque também temos a parte cultural, com apresentações de livros, um documentário sobre os caretos da Lagoa e uma exposição de bicicletas antigas. Portanto, não é só a componente da festa, mas também as componentes religiosa e tradicional que as nossas festas acarretam, porque têm muita tradição. Mas também a parte cultural aliada às tasquinhas de gastronomia tradicional. Tudo isto faz com a que a expetativa seja elevada.

Acredita que, este ano, a diáspora mirense vais estar em grande número nas Festa de S. Tomé?
Esperamos que sim. Até porque já se sentem, já se veem, emigrantes, em Mira e na Praia de Mira. Desejo que seja um regresso feliz, um período de convívio com os amigos e com os familiares na sua terra natal.
Qual é o momento considerado mais alto das festividades?
Os momentos mais altos são a procissão e a missa do dia 25. Participam na procissão centenas de pessoas, com milhares a assistirem. É um momento que nos diz muito, porque vêm os andores de todas as capelas do concelho. Temos duas filarmónicas e uma fanfarra, que dão uma dimensão majestosa à procissão. É um momento de grande tradição para as pessoas de todo o concelho.

Há mais turistas este ano em Mira?
Nos dois últimos fins de semana, notámos a presença de muitos turistas. Na Praia de Mira, há bastantes espanhóis. O verão promete. Os dados do Turismo de Portugal dizem que chegaremos aos números de 2019, e estou convencido que Mira vai atingi-los ou, até, superá-los. Temos essa expetativa. Pelos contactos que fazemos junto dos parques de campismo e da hotelaria, acreditamos que vai ser um verão muito bom.

Depois do verão, trabalha-se na passagem de ano. Como vai ser a próxima?
Já se trabalha na mostra gastronómica, que é em setembro, e na passagem de ano. Já temos o acordo com o nosso parceiro da passagem de ano, que é a RFM. Isto é feito com calma, a médio prazo.
Que novos projetos tem para o desenvolvimento do turismo?
Temos estado a trabalhar no projeto da Eurovelo. Queremos também fazer regeneração urbana, criar uma rota ciclável e um centro interpretativo do nosso património hídrico, ou seja, valas, ribeiras, a Lagoa e a Barrinha. Por coincidência, hoje mesmo (terça-feira, 19), adquirimos um moinho de água, por 35 mil euros, para criarmos um centro interpretativo na Lagoa. Queremos torná-lo visitável e atrativo, mas isso custa dinheiro. Por isso, temos de ir aos fundos comunitários, para ver onde podemos enquadrar este investimento para a preservação cultural e natural de Mira. Estamos na época alta e, nesta altura, é fácil atrair turistas, mas temos de trabalhar muito para que haja turismo fora da época alta. Temos infraestruturas e atratividade, mas temos de atrair pessoas durante todo o ano, porque a economia local precisa de turistas todo o ano. Temos condições para que isso aconteça.

Quando é que fica concluído troço do concelho da Eurovelo?
Penso que mais um ano e fica concluída. Ela tem de estar concluída nos três concelhos (Mira, Cantanhede e Figueira da Foz). É uma rota ciclável internacional com muita procura. Os operadores turísticos já começaram a perguntar quando é que fica pronta. É importante para o turismo, para a economia local, porque, embora seja uma rota longa que vai atravessar o país pelo litoral, haverá sempre pessoas que acabam por parar e até pernoitar em Mira.
A propósito de economia, está a tratar de aumentar a oferta de lotes para instalação de empresas no concelho. O que é que está a ser feito?
Estamos a fazer uma grande aposta na Zona Industrial do Montalvo, no sul. Em 2005, 2009 e 2013, todos os programas eleitorais dos partidos e dos movimentos independentes incluíram a Zona Industrial do Montalvo. Estamos contentes por termos sido nós a construí-la. Já lá temos duas empresas instaladas. Estamos a investir ali 1,8 milhões de euros (nas acessibilidades e na infraestruturação). E temos outro investimento, de 1,6 milhões de euros, para a requalificação e ampliação da Zona Industrial Polo 1, no norte, junto ao nó da A17. Este investimento também permitirá a fixação de mais empresas.

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