Mil quilos não pesam quando é a fé que carrega o andor

Cada ombro está destinado: os homens que levam o andor já sabem qual ombro é que deve carregar a imagem. É por isso que na procissão da Rainha Santa há quatro coordenadores do andor.
“Quando eu estou a carregar a imagem (ombro direito), tem que haver alguém a coordenar aqueles que levam a imagem do meu lado. A mesma coisa acontece com o lado oposto ”, conta Orlando Nunes, um dos quatro coordenadores, que este ano levará, pela 15.ª vez, a imagem Rainha Santa.
Noutros tempos eram os talhantes que assumiam esta missão de transportar o andor ”, já que eram “pessoas que estavam habituadas a fazer grandes esforços físicos”.
Hoje em dia são todos irmãos da Confraria que assumem essa responsabilidade. “Alguns preparam-se no ginásio” e são “pessoas de todas as idades, muitos deles rapazes novos”. No total, são sempre 10, cinco de cada lado, havendo sempre dois grupos de 10 homens para cada procissão.
A tarefa não é fácil: além de terem que marcar o passo sem falhas, aqueles homens transportam centenas de quilos – é quase uma tonelada entre a imagem da Rainha Santa, a armação, o sistema de iluminação ou as esponjas impregnadas de água para que as rosas se mantenham viçosas.
“Transportar a imagem da Rainha Santa é uma honra e não é difícil”, garante Orlando Nunes. Afinal, é (sobretudo) a fé que o carrega.

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