Entrevista: “Revitalizar o centro histórico e atrair público, mais gente, mais vida, mais movimento…”

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Começa hoje e termina no domingo (Feriado Municipal) a Festa das Associações Gastronomia e Artesanato. A grande novidade é a alteração da localização do recinto?
A ideia de trazer as festas do município para o centro histórico de Penacova pretende revitalizar este espaço e atrair público, mais gente, mais vida, mais movimento. Assim é possível estimular o comércio local. Nós fizemos uma ronda prévia pelo comércio local e serviços para auscultar o que as pessoas pensavam sobre esta inovação, e cerca de 90% responderam que era uma ideia boa, beneficiando de um horário de comércio mais alargado.
Depois é também uma festa muito virada para as associações. Temos mais de uma centena de associações no concelho que passaram por uma situação muito difícil devido à pandemia, em que as associações não puderam fazer eventos e, portanto, não faturaram. No recinto das festas, as tasquinhas vão ser só para as coletividades que, assim, têm uma forma de realizar alguma receita. Para além disso, temos também um palco só direcionado para as associações, onde vão subir espetáculos de bandas filarmónicas e ranchos folclóricos, desde música tradicional até danças acrobáticas. Será uma espécie de “best of” daquilo que as nossas coletividades sabem e podem fazer.

Dessa centena de associações, quantas vão estar presentes?
Vão estar presentes 20 coletividades, de acordo com o espaço disponível na feira. Representam praticamente todas as freguesias do concelho, de associações desportivas e recreativas até IPSS. A exceção a esta representatividade do concelho é uma tasquinha dedicada à comunidade ucraniana, que resulta do facto de termos acolhido no concelho cerca de meia centena de cidadãos ucranianos, na esmagadora maioria mães e filhos, porque os homens, infelizmente, não puderam vir, porque estão a cumprir o seu dever. Numa perspetiva de inclusão, vão estar presentes no certame com gastronomia local e apoio logístico de uma IPSS.
Este movimento de solidariedade revelou-se desde o início no concelho, com muitos proprietários de casas a disponibilizá-las para o alojamento de cidadãos ucranianos, o que respondeu a todas as necessidades do momento, com boas condições. Posso dizê-lo com conhecimento porque visitei todas as casas, e estes cidadãos estão muito bem instalados, muitos deles já com emprego e os filhos nas escolas.

Quanto aos concertos de música, que critério foi seguido para fazer este cartaz de espetáculos?
Queremos agradar a todos os públicos e a todas as gerações. O cartaz não é de exclusiva responsabilidade nossa porque, como sabem, por causa da pandemia, houve contratos que foram feitos nessa altura e que agora têm que ser cumpridos.

Ler entrevista completa na edição impressa do DIÁRIO AS BEIRAS em 14/07/2022

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