Condeixa-a-Nova reclama ligação do ‘metrobus’ com custos de 38 ME previstos em estudo

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A Câmara de Condeixa-a-Nova voltou hoje a reclamar a extensão ao concelho do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), com base num estudo que estima em 38 milhões de euros os custos de construção do novo troço.

O presidente da Câmara Municipal, Nuno Moita, disse à agência Lusa que a ligação do SMM a Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, “vai ser uma realidade”, tendo em conta projeções de um estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra à empresa Otimização e Planeamento de Transportes (OPT), com sede no Porto.

Intitulado “Estudo para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego – 2ª fase”, o relatório técnico da OPT foi apreciado, na quarta-feira, em reunião do executivo municipal de Condeixa-a-Nova, após ter sido igualmente apresentado na última sessão da Assembleia Municipal, realizada no dia 27 de junho.

“Faz todo o sentido começar a pensar numa expansão do metro”, na versão de ‘metrobus’, declarou Nuno Moita, ao expressar a sua “satisfação pelo facto de a CIM ter avançado com o estudo”, acolhendo uma proposta pública que ele próprio formulou em fevereiro de 2021.

Há um ano e meio, o autarca, presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, defendeu que a CIM da Região de Coimbra, enquanto autoridade regional de transportes, deveria iniciar os “estudos técnicos necessários, em conjunto com a Metro Mondego, tendo em vista a extensão” do sistema de autocarros elétricos a Condeixa-a-Nova.

No estudo da OPT, a possibilidade de criação de novos troços abrange ainda os municípios de Penela, Cantanhede, Mealhada, Góis e Arganil, cujos traçados têm diferentes custos de construção e gastos de operação.

“A construção da ligação entre Coimbra e o Iparque [parque tecnológico da cidade, em Antanhol] implicará um investimento de cerca de 19 milhões de euros, enquanto a execução da ligação completa até Condeixa-a-Nova exigirá cerca de 38 milhões de euros”, referem os autores do relatório da especialidade.

Nos dois casos, “os custos de construção do canal [em via dedicada] representam cerca de 90% do total de custos”, de acordo com o documento da OPT, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

“Estas duas alternativas convergem a sul numa solução única de traçado, servindo Antanhol e Cernache, antes de terminar no centro de Condeixa-a-Nova”.

Para Nuno Moita, estas conclusões técnicas constituem “um passo importantíssimo” para que o SMM venha a ligar Coimbra a Condeixa-a-Nova.

Então com a designação genérica de Metro Mondego, o sistema foi lançado há quase 30 anos, inicialmente para servir apenas as populações de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, o que passou pela extinção na década passada do ramal ferroviário da Lousã, que funcionava desde 1906, ligando a cidade do Mondego a Serpins, no limite do concelho da Lousã com os de Góis e Vila Nova de Poiares.

“Estamos a dar os primeiros passos para uma situação inevitável”, congratulou-se o autarca de Condeixa-a-Nova, enaltecendo a aposta da CIM, presidida pelo socialista Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, em soluções de “mobilidade não lesiva do ambiente” para ligar os concelhos da Região de Coimbra.

Para Nuno Moita, trata-se de “um investimento com todas as características para ser introduzido” nos apoios financeiros europeus do 2030.

“Fui primeiro a lançar esse repto há mais de um ano”, recordou.

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