Opinião: “Profissionais procuram-se”

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Foi publicada ontem a nova lista de profissões em escassez na região da Valónia. O serviço público do emprego e da formação revelou que 141 funções estão em penúria na região, sendo que em 37 destas 30% dos trabalhadores têm mais de 50 anos, o que antevê uma crise a médio termo.
São 52 as profissões em “estado crítico”, com os empregadores a experimentarem dificuldades de recrutamento; e 89 caracterizadas por falta de candidatos.
Analista de crédito, instrutor de condução, recepcionista de hotel, empregado de bar são algumas das profissões mencionadas. Mas o sector mais representado nesta lista, como se tem confirmado também nos últimos anos, é o sector da construção, com 41 funções aí listadas. As indústrias do transporte e logística também enfrentam dificuldades de recrutamento.
Para contrariar a tendência, este serviço público disponibiliza 211 formações para os trabalhos em situação de penúria. Outra das medidas é a atribuição de um “prémio” de 350 euros para os desempregados que terminem uma formação para uma das funções mais críticas.
Na região de Bruxelas a lista inclui por exemplo os empregos de canalizador, cozinheiro, enfermeiro (qualquer especialidade), informático ou motorista de pesados, entre outros. Mesmo cenário na Flandres (sim, na Bélgica é tudo em dose tripla), também com uma extensa lista das profissões que mais falta fazem na região.
Não admira portanto que a Bélgica continue a ser um destino de eleição para os nossos trabalhadores portugueses, que não encontram realização profissional no nosso país.

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