Opinião: “O hoje… já é ontem!”

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Já o Dr. Mário Soares dizia, “não se metam com os médicos”!
A crise que se instalou na saúde, ou seja, a crise que se instalou na prestação de serviços de saúde aos cidadãos não é nova, nem se vai conseguir resolver com um passe de mágica.
O curso de medicina na Universidade Católica custa às famílias, só de propinas, 1700 euros por mês. Um custo elevado sem dúvida, mas que é costeado pelas famílias. Este preço só de propinas, ficando também sob a responsabilidade das famílias, o custo de estadia – que em Lisboa não deve ser nada barato – associado à alimentação e transportes, se for caso disso, além de claro está, de todos os manuais inerentes ao estudo.
Os estudantes da Universidade Católica, pelo facto das famílias assumirem na íntegra o valor do curso durante os anos que forem necessários, deverão ter a possibilidade e liberdade de trabalhar onde quiserem. É uma escolha que lhes cabe, ainda que a maior parte, creio eu, deverá querer exercer a sua actividade no Serviço Nacional de Saúde onde os equipamentos são sempre modernos e de última geração.
Os médicos formados com um apoio enorme dos impostos dos portugueses, deverão estar sujeitos após a sua formação, a exercer a sua actividade onde sejam necessários, em todo o País, porque é todo o País que ajuda a pagar a sua formação.
Gostava eu, como a generalidade dos cidadãos, que alguém nos explicasse quais as causas que determinaram esta consequência desastrosa.
Uns dizem que não há falta de médicos, acredito; outros dizem que há médicos suficientes, também acredito!
Ora, acreditando em ambas porque são afirmações de responsáveis – diremos nós – onde fica então a verdade dos factos? Alguém saberá, ou serão sindicatos e Ordem a jogar com a comunicação que lhes é mais favorável?
Com toda a certeza que todos “defendem a sua dama”, no pressuposto nacional que o País é governado para corporações e não para o comum cidadão! Diria até, para o bem comum!
Daqui por pouco tempo António Costa “carrega” com uma decisão que agrada a todos, mas que ainda ninguém tinha pensado! Qual? Surprise, surprise…porque “vê mais” com os olhos fechados, do que a generalidade da rapaziada com os olhos abertos!
Chegados ao fim de semana com a proposta de umas horas extraordinárias bem pagas, o problema “já era” e fica para mais tarde outra decisão, ou decisões, sobre a saúde.
Todos já perceberam, mas não interiorizaram, “que o hoje já é ontem”, e os problemas do país não se circunscrevem apenas à saúde, mas sobretudo às necessidades do dia a dia dos cidadãos que se vão ver aflitos para comprar bens de primeira necessidade. Parecendo até que a saúde não é propriamente…mas quem sabe, uma bênção!

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