Opinião: “A zona ribeirinha, entre o “parque das Gaivotas” e a praça da Europa, devia ter bares, restaurantes e esplanadas?”

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Sim! São cada vez mais evidentes dois dos principais desequilíbrios estruturais relativos ao turismo na cidade da Figueira da Foz: a sazonalidade e a falta de uma centralidade.
Bem sei que, na Figueira, não conseguiremos jamais eliminar algumas das causas naturais da sazonalidade do turismo (as horas de luz, os dias de sol, a temperatura da água do mar, a nortada,…), nem combater eficazmente algumas das suas causas institucionais (as férias escolares cada vez mais concentradas no mês de agosto, por exemplo), mas podemos e devemos, numa ação coletiva, participada e sustentável, orientar a Figueira para o futuro.
Ora, o desenho e a construção de uma nova centralidade, numa lógica sobretudo de valência turística, é imprescindível, e até nisto a História pode ajudar-nos, percebendo as lições que colhemos no processo visionário que deu origem ao Bairro Novo de Santa Catarina, caso único em Portugal, até pelo seu traçado retilíneo e simétrico, fruto do empreendedorismo do Eng.º Pereira da Silva e da sua Companhia Edificadora Figueirense).
A zona ribeirinha da Figueira tem todas as características naturais para ser um espaço de usufruto diário de turistas e de residentes, mas para isso é necessário nele intervir, harmoniosa e sustentavelmente, através de um plano elaborado com base num amplo debate, consenso e definição de recursos humanos e materiais a alocar e de desígnio.
Ou seja, tudo o que já estamos habituados!…

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