Georadar identificou o que pode ser um templo romano enterrado em Conimbriga

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Estudos geofísicos detetaram aquilo que deverá ser um novo templo romano em ruínas enterrado no campus arqueológico de Conimbriga.
As imagens digitais resultantes da aplicação de equipamentos como um magnetómetro e um georadar permitiram identificar um desenho digital no subsolo semelhante às ruínas de um outro templo que existe no local, descoberto há algumas décadas através de escavações.
A revelação foi feita ontem pelo diretor do Museu Monográfico de Conimbriga, Vítor Dias, durante uma sessão comemorativa dos 60 anos do museu.
Entre a assistência estavam os especialistas já jubilados Jorge Alarcão, que participou em escavações no local há mais de meio século, e a antiga diretora do museu, Adília Alarcão. Ambos se mostraram muito entusiasmados com a revelação, obtida através de trabalhos de campo com a utilização de instrumentos de última geração que detetam, com cruzamento de dados, todo o tipo de infraestruturas subterrâneas, designadamente estruturas arqueológicas, tubagens e condutas.
Será uma das mais importantes descobertas de Conimbriga nas últimas décadas, com as imagens a mostrar que há também diversas estruturas muralhadas e condutas no terreno a escavar, que se estende por cerca de 18 hectares do planalto rodeado pela Muralha Augustana, onde só 1/3 do total foi escavado até agora, à procura do que resta da conquista pelos romanos, provavelmente em 136 antes de Cristo.
Vítor Dias admite que até ao final da próxima semana deverão ser obtidos mais dados que, a confirmar as descobertas, serão essenciais para completar a candidatura que está a ser preparada a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Toda a informação na edição impressa e digital de hoje, sábado, do DIÁRIO AS BEIRAS

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