Festival Linha de Fuga “faz aquecimento” com Conversas Inquietas em Coimbra

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O Festival Linha de Fuga começa na quinta-feira a “fazer o aquecimento”, com a primeira de sete “Conversas Inquietas”, que irão decorrer até outubro na Baixa de Coimbra, revelou hoje a organização.

Em declarações à agência Lusa, a diretora artística da Linha de Fuga, Catarina Saraiva, explicou que este programa prévio prevê a realização mensal de uma ‘conversa inquieta’, tendo no centro da discussão “o cuidado”.

“Cuidado, Pandemia e Academia” é o tema da primeira destas sete conversas, que irão decorrer até ao final do Festival Linha de Fuga.

“A Universidade Popular Empenho e Arte – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e o coletivo Mundus foram desafiados a pensar um conjunto de conversas sobre o ‘cuidado’, numa relação com os agentes vivos da cidade e a programação do festival. Estas conversas inquietas, que estão enquadradas num trabalho conjunto entre ativismo e teoria, vão acontecer num lugar em que a música se transforma num ato de ocupação de espaço público: a Rádio Baixa”, justificou.

Agendada para as 18:00 de quinta-feira, irão participar nesta primeira iniciativa, para além de Catarina Saraiva, a professora e investigadora Cristina C. Vieira, o filósofo João Maria André e o aluno de mestrado/Jornal Mundus Pedro Cosme, sob a moderação da antropóloga Rita Alcaire.

O acesso a esta conversa é livre, podendo ainda ser acompanhada em direto na rede social Facebook do Linha de Fuga.

“Na verdade, é a primeira atividade do Linha de Fuga – Laboratório e Festival Internacional de Artes Performativas, que irá decorrer de 16 de setembro e 09 de outubro”, acrescentou.

As restantes conversas inquietas estão agendadas para as 18:00 dos dias 28 de julho, 31 de agosto, 15 de setembro, 27 de setembro, 04 de outubro e 11 de outubro.

Já a apresentação do Festival Linha de Fuga, que este ano tem como temática as “Éticas do Cuidado”, terá lugar em 23 de julho.

“Na última edição falámos sobre democracia e agora parece-nos importante falar das éticas do cuidado. Depois de tanto tempo reprimidos e deprimidos em casa, com a pandemia, e agora com uma guerra às nossas portas, faz todo o sentido discutir este conceito”, sustentou.

À Lusa, Catarina Saraiva disse ainda que serão também apresentados os 15 artistas selecionados para o Laboratório Linha de Fuga.

“Como falamos de um festival internacional e de um laboratório de criação internacional, virão artistas de todo o mundo, desde a Bolívia, França, Brasil, Colômbia, Espanha, Equador, Roménia, para além de vários portugueses. Ao mesmo tempo que o festival apresenta programação internacional, estes 15 artistas vão estar a desenvolver os seus processos de criação e a apresentar publicamente os seus projetos artísticos”, concluiu.

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