Empresas de Coimbra exigem medidas face ao preço dos combustíveis

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O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) reclama “intervenção urgente” do Governo para as empresas, de modo a atenuar o impacto dos “constantes aumentos” do preço dos combustíveis.

“Face aos constantes aumentos dos preços dos combustíveis, as mais de 95% das empresas da região de Coimbra, constituídas por micro e pequenas empresas, não conseguem fazer repercutir os sucessivos aumentos de preços de combustíveis, nos preços finais dos seus produtos e serviços”, afirma o CERC em comunicado.

“A ‘carteira’ dos consumidores já não aguenta mais aumentos, e, como tal, estão as micro e pequenas empresas a ‘absorver’ muitos destes aumentos sucessivos, mas já atingiram o limite e, daqui para diante, vão começar a ‘rebentar’”, sustenta.

O Conselho Empresarial da Região de Coimbra, que é constituído por 13 associações empresariais daquela zona, exige, por isso, medidas “urgentes de apoio à economia empresarial”.

O CERC faz um apelo aos governantes para que não se “esqueçam quem mais impostos paga todos os dias e considera que devem ser criados mecanismos que de alguma forma possam atenuar este “abismal” aumento dos preços dos combustíveis”.

“Sem apoios, tem as empresas de fazer repercutir estes aumentos nos preços dos seus serviços e produtos, o problema está, no facto de a economia não aguentar mais aumentos de preços”, lê-se na nota de imprensa enviada hoje à agência Lusa.

O concelho empresarial pede ao Governo “medidas concretas e objetivas de apoio à economia, medidas de apoio direto às empresas que devem ter um impacto imediato, sendo por exemplo a redução da carga fiscal” para “aumentar a competitividade da nossa economia” e, dessa forma, “incentivar o consumo”.

“Sendo a região de Coimbra, um território, deficitário em redes de transportes e onde a falta de plataformas logísticas é uma realidade, grande parte das micro e pequenas empresas são obrigadas a ter uma frota de viaturas para garantirem assim grande parte das suas transações comerciais, logo são todas estas empresas muito “sensíveis” às oscilações dos preços de combustíveis”, conclui.

O Conselho Empresarial da Região de Coimbra é constituído por 13 associações empresariais da Região de Coimbra: Associação Comercial e Industrial da Bairrada e Aguieira (ACIBA), Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), Associação de Desenvolvimento Empresarial de Condeixa (ADEC), Agência de Desenvolvimento Integrado Tábua e Oliveira do Hospital (ADI), Associação Empresarial de Cantanhede (AEC) e Associação Empresarial de Poiares (AEDP).

A Associação Empresarial de Mira (AEM), Associação Empresarial da Pampilhosa da Serra (AEPS), Associação Empresarial de Soure (AES), Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL), Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), Clube de Empresários de Mirando do Corvo (CEMC) e o Núcleo Empresarial de Penela (NEP) também integram a organização.

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