Conferências e espetáculos em Coimbra para debater “os sentimentos públicos”

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O Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, dinamiza um ciclo com conferências, espetáculos e apresentação de um livro, em que procura debater “os sentimentos públicos” num tempo “de cicatrizes pandémicas” e de guerra.

O ciclo, que decorre de 07 a 09 de junho (com exceção de um espetáculo associado ao evento), tem curadoria da investigadora e dramaturga Ana Pais, que tem trabalhado nos últimos anos “as atmosferas afetivas geradas no espaço público que condicionam a experiência íntima”, afirmou o TAGV, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

No dia 07 de junho, o investigador britânico Martin Welton (Queen Mary University of London) irá proferir uma conferência intitulada “Depois da Fúria – Da Terna Masculinidade e Atmosferas de Incerteza”, em que aborda três performances que surgiram desde o levantamento das restrições à covid-19 e analisa o período marcado pela pandemia e dois surtos de revolta que surgiram nessa altura – os protestos contra o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos, e a violação e assassinato da jovem Sarah Everard, por um polícia, em Inglaterra.

A 08 de junho, será apresentado o livro “Quem Tem Medo das Emoções?”, de Ana Pais, contando como convidados o ator João Oliveira, o professor da Universidade de Coimbra João Maria André e a investigadora do Centro de Estudos Sociais, Maria José Canelo.

Entre 08 e 09 de junho, vai decorrer uma oficina, intitulada “Imaginar Outros Mundos de Afetos”, dada por Ana Pais, Carlos Costa e Inês de Carvalho, que tem como propósito “criar um espaço de partilha e reflexão sobre os afetos colocados em circulação durante a pandemia em discursos políticos, mediáticos, económicos e culturais”.

Posteriormente, a 09 de junho, pelas 18:00, é apresentado publicamente o resultado da oficina num formato de conversa informal.

O ciclo termina a 09 de junho, com o espetáculo que anda entre o teatro e a dança “The Anger! The Fury”, de Sónia Baptista, em que a artista trabalha em torno de ensaios sobre sociedade e género, ecofeminismo e “o desejo de uma vivência punk”.

O ciclo conta ainda com o acolhimento do espetáculo “Um Artista da Fome. Peça para Chamada de Voz”, da companhia do Porto Visões Úteis, em que o público é desafio a fazer uma chamada e conversar com “um artista da fome, de modo totalmente pessoal e nunca registado”.

Esse evento vai decorrer a 04, 06, 09 e 10 de junho, às 21:00, 22:00 e 23:00, podendo os interessados inscrever-se para participar (https://tinyurl.com/2eb7pc5f).

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