CIM Região de Coimbra quer agenda de infraestruturas e de habitação definida

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A Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra solicitou, hoje, ao Governo no sentido de “estabilizar uma agenda regional de infraestruturas e da habitação”, que é “fundamental, face aos tempos atuais e vindouros”.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a CIM Região de Coimbra informou que, o seu Conselho Intermunicipal se reuniu hoje, em Mira, com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

Ao representante do Governo foi apresentado “o posicionamento estratégico deste território no sentido de estabilizar uma agenda regional de infraestruturas e da habitação”.

“Este documento espelha todas as preocupações, no sentido macro, que todos os concelhos desta Região sentem”, evidenciou o presidente da CIM Região de Coimbra, Emílio Torrão.

No seu entender, “é imperativo reconhecer a metropolização de Coimbra e da sua Região, como unidade fundamental para a estruturação de um modelo territorial equilibrado para o todo nacional”.

Entre as temáticas que estiveram em cima da mesa destacam-se “a nova Linha de Alta Velocidade, o Sistema de Mobilidade do Mondego, o Porto da Figueira da Foz, a calendarização das obras no IP3 e o programa de habitação”.

Segundo a CIM, durante a reunião, Pedro Nuno Santos aludiu à “nova Linha de Alta Velocidade, que será “transformadora para todo o território e reforçará a centralidade de Coimbra no panorama nacional”.

“Por outro lado, o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) que o país desrespeitou durante muito tempo, vai dar nova vida à Região de Coimbra”, sustentou.

Aos autarcas, o ministro das Infraestruturas e da Habitação disse ainda que “o Sistema de Mobilidade de uma região, como a de Coimbra, que tem um perfil cada vez mais metropolitano, terá muito mais sucesso quanto mais o conseguirem densificar”.

“Estarei cá para apoiar e defender uma expansão desta rede a outros concelhos”, acrescentou.

No encontro de hoje, um dos pontos estratégicos defendidos pelos autarcas da Região foi a requalificação/ampliação e modelo de gestão do porto comercial da Figueira da Foz.

O governante garantiu que “vão ser realizados os investimentos necessários para permitir ao porto da Figueira da Foz crescer de forma a acolher outro tipo de navios que, hoje, não pode receber”, um compromisso que deixou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, satisfeito.

Em relação à área da habitação, Pedro Nuno Santos admitiu aos autarcas que o país não foi capaz de ter um programa sólido de habitação, sendo este um problema difícil de resolver rapidamente, nomeadamente porque a classe média não consegue comprar casa.

No entanto, deixou a garantia de que o Governo está disponível para trabalhar em parceria com a CIM Região de Coimbra e com os seus municípios, no programa “1.º Direito”, no Arrendamento Acessível e na criação de uma Bolsa Nacional de Alojamento Temporário.

“A CIM Região de Coimbra está ao seu dispor para desenvolver projetos na área da habitação, na defesa de um programa de habitação acessível a todos, mas precisamos de programas adaptados à nossa realidade territorial”, reiterou Emílio Torrão.

Integram da CIM Região de Coimbra os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares, do distrito de Coimbra, e Mealhada e Mortágua, dos distritos de Aveiro e de Viseu, respetivamente.

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