Relatório alerta para falta de indústria agroalimentar na região de Coimbra

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FOTO DB/PEDRO RAMOS

Relatório do projeto europeu Food Corridors aponta para a falta de indústria agroalimentar de grandes dimensões e falta de profissionalismo nos circuitos alimentares curtos como fraquezas da Região de Coimbra.

A análise às áreas da agricultura e alimentação da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), onde estão integrados 19 municípios, foi realizada no âmbito do projeto Food Corridors, que reúne entre hoje e sábado, em Coimbra, os parceiros de uma rede de sete países europeus (Grécia, Estónia, Hungria, Roménia, Itália e Eslovénia).

Nas fraquezas da região, é ainda apontado o envelhecimento da população, a redução da produção agrícola e da área associada à atividade, falta de experiência na organização de atividades internacionais no setor agroalimentar, a crise demográfica que afeta o território e a falta de visibilidade dos produtos alimentares locais nos centros urbanos e turísticos da região.

Já como ameaças, segundo o documento consultado pela agência Lusa, são apontadas a fraca abordagem à economia circular por cidadãos, serviços públicos e indústria, a dificuldade de implementar uma rede de economia circular no setor alimentar na região e o pessimismo da população a abordagens inovadoras.

Por outro lado, o relatório realça também oportunidades da Região de Coimbra, nomeadamente a sua localização geográfica, a forte ligação entre educação, investigação e o ecossistema empresarial, o empenho em relação a produtos endógenos, entre outras.

Como forças do território, é apontada a potencial área para produção alimentar e agricultura, o turismo gastronómico, áreas naturais atrativas para turismo e lazer e a capacidade de investigação e inovação local, através de instituições do ensino superior e incubadoras.

No Convento São Francisco, em Coimbra, decorreu hoje a sessão de abertura da reunião transnacional do projeto europeu Food Corridors, que irá depois apresentar em junho os planos de ação para cada região envolvida na rede.

O presidente da CIMRC, Emílio Torrão, realçou o trabalho de diagnóstico feito em todos os países envolvidos na rede por forma a que cada região possa promover “uma alimentação sustentável e socialmente responsável e criar espaço para a economia circular”.

“O Food Corridors é um caminho que percorremos para atingir um objetivo muito importante para a nossa região”, vincou.

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