Opinião: Quando o povo está feliz, não incomoda

Posted by

Quando o disparate começa em Lisboa rapidamente contagia o país. A não ser que tenhamos a coragem de reafirmar a necessidade de sair da sua esfera de influência.
Os cidadãos deverão ter a oportunidade – urge – de tomar o destino da sua região nas próprias mãos.
O ambiente e a sua defesa não passam tão só pelo abandono das pessoas das cidades. Pela troca da cidade pelo campo. Esse abandono verifica-se e sobretudo, porque as famílias são obrigadas a deixar o seu lugar de referência, dada a exorbitância dos preços, e não só de habitação, e a dificuldade de viverem com o mínimo de dignidade.
No limite, haverá um momento em que as cidades se conseguiram do povo!
Após tal desígnio – assim sim – e parecerem locais fantasmagóricos, alguém se lembrará que ao preço do ouro lhes irão devolver a alegria que antanho tiveram.
É um clássico. A história relata-nos bem tais factos…que se repetem!
Tenho assistido à “doença” da defesa do ambiente, sem limites aceitáveis, como se uns fossem fantásticos/fanáticos e os outros os demónios.
Nas cidades foram-se criando centralidades. Que mudam à medida que a moda faz lei.
Há “gente” até, que prefere viver pior e mais acanhado, trocando uma casa espaçosa por uma “coisa pequena e sem jeito”!
Ao fim do dia as pessoas desaparecem de cena como se a cortina se tivesse fechado e o escuro tomasse conta da sua vida.
A vida é uma repetição de gestos, todos calculados, não vá faltar os gás para aquecer o pequeno almoço, a gasolina para abastecer o automóvel e eventualmente transportar a criancinha, por vezes bem crescidinho mas que se incomoda de ir a pé para a escola que é ali mesmo ao lado, apanhar o metro – onde o há – para chegar mais barato ao destino, colocar os auriculares para não aturar a música ou vídeo manhoso do vizinho que no banco “ao lado, gargalha como um selvagem, ligar o computador e perceber se tem alguma mensagem a quem deverá responder, não vá o anormal comprar a outro fornecedor, regressar ao fim do dia a casa para levar as criancinhas ao desporto, à música ou a outra actividade qualquer, não vá a criança sentar-se a “olhar” para as redes sociais, etc, etc, etc que nos transporta para uma vida de desgaste rápido.
Quando derem conta, as crianças estão crescidas, vão à sua vida, e a velhada vai ficando para trás até chegar a hora!
A vida tem de ser outra, porque as cidades assim nos deverão obrigar. Cidades sim, mas também vilas e aldeias que, apesar de não “levarem” com a poluição, nem por isso terão melhor qualidade de vida. Sim, porque muitas vezes, aí não há vida, porque os poderes se esqueceram que eles existem.
Precisamos de gente feliz. Rapidamente. Porque quando estamos felizes não incomodamos ninguém!

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.