Opinião: “Venha o Mundial…”

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Se fizermos uma leitura atenta dos principais investimentos deste país havemos de verificar que muito do que de mais importante se construiu andou sempre a reboque de eventos internacionais com os quais nos comprometemos.
A Expo 98 deixou-nos a revitalização da zona Oriental de Lisboa até ali sempre adiada, uma nova gare ferroviária, uma nova linha de metro e uma nova travessia sobre o Tejo.
O Euro 2004, por sua vez, a reboque dos 10 estádios que garantimos ter disponíveis, implementou vários e bons planos de pormenor, urbanizando com qualidade espaços vazios em pleno consolidado urbano. O caso do plano de pormenor das Antas é disso um bom exemplo.
Até à OSCE – Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, nos idos de 2002 nos trouxe o novo passadiço rodoviário sobre o Douro, atenuando um estrangulamento que há anos procurava ser resolvido.
Agora são as Jornadas Mundiais da Juventude, 23, que fazem mover a empreitada, que visa deslocalizar contentores para o Parque Norte do Complexo Logístico da Bobadela, qie já recebeu o visto do Tribunal de Contas e iniciou esta semana. Custará cerca de oito milhões, adjudicada pela IP por ajuste directo à construtora Mota-Engil.
O problema é que estes eventos só acontecem episodicamente e, pior, têm sobretudo impacto em zonas de alta densidade.
Por isso, projetos como a electrificação da Linha do Douro, arriscam a ver muito ao longe a luz do dia. Afinal é difícil organizar o mundial de futebol na Régua . E quem diz a linha do Douro diz a generalidade do plano ferroviário que anda sobretudo ao sabor dos ventos internos à IP . Venha o Mundial…

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