Opinião: Tudo tratado… nada resolvido!

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Aristóteles escreveu: Não devemos prestar atenção aqueles que nos aconselham a pensar como seres humanos, uma vez que somos humanos; e a pensar em coisas mortais, uma vez que somos mortais; mas devemos ser como os imortais até onde for possível e fazer tudo para vivermos de acordo com o que de melhor há em nós.”

Meia, meia volta, algumas pessoas veem-se obrigadas a fazer prova de vida, o que até acho legítimo, porquanto por vezes o silêncio tornasse muito ruidoso. As políticas públicas para o desporto e seu desenvolvimento, simplesmente não existem.

Porque, a existirem, não estaríamos a falar delas. Um axioma! se as políticas públicas não existem, como poderá existir uma organização desportiva consistente e competente? Não poderá. Portanto, uma mais do que improbabilidade…uma impossibilidade!

Já por várias vezes na gestão de outros governos me manifestei contra a incompetência, talvez operacionalidade ou mesmo
inoperacionalidade, melhor ainda, lucidez, “talvez ainda e talvez melhor” e mais correcto, o não perceberem – os outros ou
outrem – patavina do que dizem e do que escrevem!

A inexistência, objetiva, do desporto praticado na escola, limita na parte e no todo o desenvolvimento do desporto em Portugal.
Pior ainda, muito pior, além da inexistência já referida, é que os nossos jovens na escola, no período imediatamente anterior
àquilo que deveria ser a prática desportiva na escola, serem completamente abandonados no desenvolvimento motor, daí que descoordenados.

Assim, sobra para os clubes o trabalho mal pago a treinadores, alguns mal habilitados porque na atribuição de subsídios de alguns milhões de euros a instituições reguladoras de modalidades desportivas, poucos milhares “ficam” para a formação de técnicos. Claro que os responsáveis, a todos os níveis, tendem a escudar-se em estudos, e mais estudos sobre estudos, para chegarem sempre à mesma conclusão. “Está tudo na mesma!

A arte de discutir, mais propriamente, a arte de discutir de modo a vencer aqui não se aplica. Porque, não se discute nem se conversa, não se faz a síntese e, como tal, tudo fica por fazer porque nada foi decidido. Como dizia o outro, “tudo tratado…nada resolvido”

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