Opinião: Os assadores de sardinhas devem regressar às ruas?

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NÃO
Indiscriminadamente, não. A lei proíbe a emissão de fumo, fuligem, vapores e cheiros que perturbem a vizinhança. Mas a lei não proíbe os churrascos com os amigos. Situação semelhante deve acontecer com os grelhadores nas ruas. Numa cidade que se quer arejada e confortável, é impensável deixar que proliferem os assadores quando e onde qualquer um se lembre de os colocar.
Isto não significa que não possam ser autorizados pontualmente ou em algumas épocas em que eles próprios fazem parte da tradição popular e do ambiente típico que se pretende que exista, como o S. João, por exemplo.
Fora destas circunstâncias, não me parece próprio de uma cidade moderna e conhecida pela qualidade de vida que oferece, que se impeça os moradores, o ano inteiro, em qualquer lado e a qualquer hora de abrir as janelas de casa ou os visitantes de estarem descansados numa esplanada por causa do cheiro a fumo e a peixe que não escolheram. Bem sabemos como adoramos sardinha assada, mas também como detestamos ser perfumados com o cheiro dela.
Claro que os restaurantes devem poder disponibilizar um belo peixe ou carne assados no carvão. É importante para a economia local e até desejável para a imagem turística da cidade. Mas há várias soluções de grelhadores que não prejudicam o bem-estar público. Se os valores forem demasiado elevados, porque não a Autarquia criar um incentivo à sua aquisição?

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