Opinião: “Os assadores de sardinhas devem regressar às ruas?”

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SIM! Não entendo certas medidas proclamadas de defesa da saúde pública. O caso dos assadores de rua é uma dessas questões. Exagero que, como é uso, penaliza sempre os mais débeis elos da cadeia. Neste particular a restauração não hoteleira. Adoro passar e sentir no ar o aroma do peixe fresco a grelhar na brasa. Nada tem a ver com as cozinhas assépticas dos grandes empreendimentos em que tudo, cheiros e sabores, são neutralizados em nome de melhor ambiente. Bem melhor grelhar ao ar livre do que fazê-lo em espaço fechado, recorrendo depois a exaustores para enxotar cheiros. Lindo observar a azáfama em seu redor, nomeadamente na época estival que nos vai batendo à porta. Dá logo vontade de parar e experimentar a ementa! Em muitos locais pelo País fora se utilizam grelhadores de rua. Vem-me à lembrança a castiça Peniche com suas ruas estreitas, pregões no ar, odor a maresia e peixinho fresco e os emblemáticos assadores. Frequentemente rumo até aí, sempre com renovado prazer. E com a oportunidade de revisitar o Museu da Resistência e Liberdade, peça maior e tão significativa do nosso acervo histórico. Algo que engrandece a cidadezinha piscatória e que convém acarinhar, agora ainda mais face às ofensivas dos sectores mais retrógrados e perigosos que pululam a sociedade do presente. Voltemos a ter grelhadores na rua. Ainda não provei a sardinha desta época mas não tarda. Vamos a ela!

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