Opinião: “A desagregação de freguesias beneficia as populações?”

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SIM. No caso do nosso concelho é conhecido que todas as freguesias “desaparecidas” já manifestaram vontade de verem revertida a situação, em má altura criada pelo Governo e acolitada por gente local, com responsabilidades políticas que não convém olvidar. Poderá haver casos em que as populações não manifestem desejo de recuperar a sua “independência” ou até que prefiram o que resultou da agregação ou extinção da sua freguesia. Acho difícil, muito difícil, mas…
O que tem de ser levada em conta é a opinião dos fregueses sobre o assunto. E na Figueira da Foz ela é clara. E obviamente não é juntando os dois nomes, da antiga freguesia e da nova, que se resolve o problema. Ficou um nadinha “confortada” a população de S. Julião com o acrescentar do seu topónimo a Buarcos mas… Triste remedeio!
O que é necessária é a proximidade da freguesia ao seu povo e tal só é conseguido com a reversão. A própria Presidente da actual Junta, admite claramente que Buarcos e S. Julião são realidades distintas. E são. E em Santana sente-se o mesmo; em Brenha também; idem na Borda do Campo. As populações ficaram muito mais desprotegidas com esta reforma administrativa.
Com transportes fraquíssimos ou mesmo inexistentes, ficou cada um ainda mais entregue à sua sorte, ainda mais isolado. Urge respeitar a vontade da população. É ela quem paga os impostos. Não é justo que fique sem serviços de proximidade.

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