Oliveira do Hospital instala 460 armadilhas para combater vespa velutina

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Perto de 500 armadilhas para captura de vespa velutina foram instaladas em zonas estratégicas do concelho de Oliveira do Hospital, especialmente onde há produção de mel e em zonas turísticas, avançou hoje a Câmara de Oliveira do Hospital.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, destacou que, só em 2022, o Município promoveu a instalação de 200 armadilhas para captura de vespa velutina (também identificada por vespa asiática).

A este número acresce a instalação de outras 260 armadilhas, financiadas pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), no âmbito de uma candidatura realizada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra.

“Também já tínhamos instalado 200 armadilhas em 2021. Ou seja, desde 2021, foram colocadas 660 armadilhas no concelho de Oliveira do Hospital, em zonas estratégicas particularmente onde há produção de mel e também onde há aptidão para o turismo”, referiu.

De acordo com o autarca, há “uma grande preocupação” da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e da CIM Região de Coimbra em “controlar esta espécie exótica e invasora, que destrói claramente uma riqueza da região”.

“Este trabalho tem decorrido de forma eficaz, tanto nas operações de prevenção, como de controlo e combate à invasora vespa velutina. E este é um trabalho que vai ter de continuar”, destacou.

José Francisco Rolo recordou que o dispositivo de destruição de ninhos de vespas asiáticas foi montado em 2018, inicialmente com a ajuda dos bombeiros voluntários do concelho.

“Posteriormente o Município acabou por comprar meios próprios e adequados para destruir esses ninhos. Entre 2018 e 2021 foram destruídos 975 ninhos”, informou.

Em 2018 foram destruídos 94 ninhos, mas foi em 2019 que exterminaram um número recorde: 410 ninhos.

“Verifica-se que tem havido um decréscimo de destruição de ninhos, de 2019 para 2021. Em 2020 destruíram-se 292 e em 2021 foram 169, o que demonstra que há uma diminuição de criação de novas colónias de vespas velutinas”, evidenciou.

O tempo de resposta para destruição de ninhos vai de 24 a 48 horas, “estando os vários agentes despertos para o problema”.

“Assim que há um avistamento, avança a equipa para a destruição dos ninhos”, acrescentou.

À Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital revelou ainda que, desde 2018, este município do distrito de Coimbra já investiu cerca de 70 mil euros no combate e prevenção desta espécie de origem asiática.

“Este é um assunto que nos deve mobilizar a todos: autarquia, apicultores e cidadãos em geral. Pela proteção dos apiários e produção de mel, mas acima de tudo para a proteção das abelhas dos nossos territórios, que são fundamentais por serem polinizadores e garantirem a biodiversidade e a flora”, concluiu.

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