“A Expofacic não é um festival de música”

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Entrevista a Idalécio Oliveira, presidente da INOVA E.M. que organiza a EXPOFACIC

Que Expofacic 2022 vamos ter após esta paragem de dois anos devido à pandemia?
Vamos ter uma Expofacic com mais gente do que nos anos anteriores. É essa a nossa expectativa e é isso que temos sentido das pessoas que anda nestas áreas. Existe uma grande expetativa e ansiedade e, portanto, vamos ter mais visitantes. Os visitantes reconhecem a Expofacic como um pilar de desenvolvimento de Cantanhede e da Região, e têm votado no evento demonstrando um grau máximo de satisfação. Por isso, a Expofacic já ganhou um prémio ibérico e acumulou o prémio 5 estrelas regiões.

Traçaram algum objetivo?
400 mil visitantes.

Os anos em que a Expofacic não se realizou foi importante para pensar melhor o certame?
Nós preparámo-nos para fazer a Expofacic nos moldes habituais, com o mesmo tipo de envolvimento das pessoas e adesão. As áreas da gastronomia e dos concertos – devido à grande aglomeração de pessoas – já eram aquelas que nos preocupavam mais, mesmo antes da pandemia.

Porquê?
Em termos organizativos e de segurança, não só das pessoas, das infraestruturas e da segurança alimentar, mas na sua globalidade. Nós estamos a contar fazer a Expofacic sem qualquer tipo de restrições. Se elas existirem na altura, temos que nos adaptar rapidamente. Mas, nestes dois anos, houve alteração legislativa que nos obrigou a fazer a revisão dos planos de emergência, planos de segurança e planos de evacuação. Vamos implementar o que está e o que for determinado na lei.

Essas restrições podem levar
à redução de visitantes?
Nós não queremos que haja menos público. Achamos até que vai haver mais público. Por isso é que a nossa expectativa está nas 400 mil pessoas ou até mais. Queremos ultrapassar o número de visitantes da edição de 2019, que andou à volta dos 370.000. Pode haver uma maior aglomeração de pessoas nalguns sítios, nomeadamente nos concertos e na gastronomia. Mas está tudo preparado para acontecer sem qualquer tipo de restrições. Se tal vier a acontecer, a primeira abordagem que iremos ter será junto das tasquinhas áreas onde se observa maior aglomeração de pessoas. Vamos acompanhando a situação com muito cuidado e com o que nos é dado a conhecer pela Direcção-Geral de Saúde.

Como foi a adesão
dos expositores?
A Expofacic já estava preparada para a edição de 2020. Dois anos depois, muitos deles mantiveram-se, mas também houve alguns que saíram. Essa foi a nossa principal preocupação: contactámos com todos para perceber as suas dificuldades. Nem todas estão na mesma situação. E a perspetiva das empresas nesta fase é diferente. Nós, atualmente, temos três tipos de empresas: são aquelas que vendem diretamente e essas querem estar; são aquelas que alteraram a sua estratégia, em termos comerciais e de marketing, e que optaram por outras soluções depois da pandemia, a qual não passa pela apresentação direta no presente ano; e há outras empresas que fazem a ativação de marca sem ter stands, por exemplo. Tivemos agora uma série de experiências recentes sobre esta nova perspetiva das empresas. Aquelas que mais dificuldades apresentaram são aquelas em que a pandemia teve um forte impacto nos seus recursos. Essas foram aquelas que quando nós, no mês de março, dissemos que iríamos fazer a Expofacic, pediram para esperar um pouco para poderem repensar o seu posicionamento. Percebemos isso e ajudamos todos a encontrar soluções.

Toda a entrevista na edição impressa e digital de hoje, sexta-feira, do DIÁRIO AS BEIRAS

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