“Vírus” que atormentaram o mundo vão ser queimados sábado em Tondela

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Todos os “vírus” que atormentaram o mundo nos últimos três anos vão ser queimados no sábado à noite, em Tondela, depois de seis dias intensivos de trabalho que estão a envolver mais de 200 pessoas.

A pandemia de covid-19 impediu, em 2020 e 2021, que se cumprisse a tradição de queimar o Judas durante um espetáculo comunitário de teatro de rua, mas este ano os males acumulados não escaparão ao fogo purificador.

“Vamos queimar todos os vírus. O que ocupou mais tempo foi o vírus da covid-19 e depois apareceu o vírus da guerra. Mas não podemos esquecer muitos outros vírus que nos acompanharam, como a corrupção e a violência”, avança à agência Lusa o ator Pompeu José, que é um dos coordenadores do espetáculo promovido pela Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT).

O receio de que, devido à pandemia, fossem poucos os que respondessem à convocatória para a Fábrica da Queima não se concretizou e, por estes dias, o edifício e o jardim da ACERT enchem-se com os mais de 200 voluntários que se dividem e vão rodando pelas oficinas de movimento, interpretação, música e construção.

“Havia uma avidez muito grande em participarem. É uma data marcante do calendário de Tondela e é muito gratificante vermos que nada morreu. Esteve hibernado, mas não morreu”, realça Pompeu José.

Foi o caso de Vera Cardoso que, aos 16 anos, finalmente conseguiu concretizar o seu desejo de participar nas oficinas da queima do Judas, que se destinam a maiores de 14 anos.

“Como faço anos em novembro, não pude participar em 2019. Depois veio a pandemia e durante dois anos não houve Judas. Este ano fiquei muito, muito, feliz. Já imaginava que isto fosse ser incrível, mas está a superar as minhas expectativas”, conta a jovem.

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