Ucrânia: Mais de 4,3 milhões de pessoas já fugiram do país – ONU

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Mais de 4,3 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, o que representa o maior fluxo de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial, anunciou hoje a agência da ONU para os refugiados.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o número de refugiados da Ucrânia subiu para 4.319.494.

Nas últimas 24 horas, mais 40.705 pessoas fugiram para outros países.

Cerca de 90% dos que fugiram da Ucrânia são mulheres e crianças, já que as autoridades ucranianas não permitem a saída de homens em idade militar.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) adiantou hoje que cerca de 210.000 não-ucranianos também fugiram do país, acrescentando que muitos estão a encontrar dificuldades para regressar ao seu país de origem.

Segundo avançou a OIM na terça-feira, o número de deslocados internos (pessoas que fugiram das suas casas, mas permanecem na Ucrânia) já atinge 7,1 milhões de pessoas.

No total, mais de 11 milhões de pessoas, ou seja, mais de um quarto da população ucraniana, deixaram as suas casas, entre os que fugiram para países vizinhos e os que encontraram refúgio noutros lugares da Ucrânia.

Antes deste conflito, a Ucrânia era povoada por mais de 37 milhões de pessoas nos territórios controlados por Kiev – que, portanto, não incluem a Crimeia (sul), anexada em 2014 pela Rússia, nem as áreas do leste do país que passaram a ser controladas por separatistas pró-russos no mesmo ano.

“Há cinco semanas, as crianças na Ucrânia tinham um teto e uma cama. Com a guerra, que as forçou a se protegerem de bombardeamentos, uma em cada duas teve de fugir das suas casas”, referiu o porta-voz da UNICEF James Elder.

A maior parte dos refugiados que saíram do país foram para a Polónia, onde entraram, desde 24 de fevereiro, 2.514.514 ucranianos, segundo o ACNUR. Metade deste total diz respeito a crianças, segundo refere a Unicef.

A Roménia continua a ser o segundo país para onde fogem mais ucranianos, contabilizando, até hoje, 662.751 refugiados, enquanto a Moldova já deu entrada a 401.704 pessoas e a Hungria a 404.021.

Para a Eslováquia fugiram 304.983 ucranianos, sendo que a Rússia recebeu 350.632 até 29 de março (últimos dados disponíveis) e a Bielorrússia acolheu 18.060 pessoas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.563 civis, incluindo 130 crianças, e feriu 2.213, entre os quais 188 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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