Opinião “Gosta do novo coreto do Jardim Municipal?”

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NÃO Decididamente não. Em todo o caso, diria que a solução encontrada consegue ser menos esquisita do que a anteriormente proposta. Mas não menos aberrante do que a estranha pala que substituiu o velhinho coreto nos primeiros anos do século. Não sou saudosista por natureza. Nem tenho nostalgia da minha juventude.
Cada tempo tem o seu encanto. Mas, a Figueira e quem a tem dirigido, bastas vezes têm mandado às urtigas joias que deveriam ter sido preservadas. O coreto foi uma dessas joias, desaparecido como por mistério e até hoje em parte desconhecida, porque não se pode ter esfumado. Algures estará. Saber-se-á um dia o seu destino?
O que agora temos não é um coreto, desculpem. É outra esquisitice. Uma versão alargada que faz lembrar a coroa d’el rei d. João II. Não sou a única pessoa a ter esta lembrança, afianço. Claro que as opiniões se dividem sobre a estrutura. E é bom que assim seja. Gostos não se discutem! A cercadura poderia ser aceitável noutro “contexto”.
O anteparo é feio de morrer. Lugar para um pequeno grupo musical? Concha acústica? Feio! E o “chão”? “Se não houvesse mau gosto, não se rompia o amarelo”, um ditado que não subscrevo, um dos poucos. Esta cor, como outras, tem tonalidades e algumas bem diversas entre si. Mas o ocre escolhido para o piso não foi mesmo feliz. Uma vez mais opiniões: e esta é a minha! Considero que merecíamos melhor. E cada vez que vejo um coreto por aí, rejubilo!

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