Cerca de 50 tratores agrícolas em marcha lenta na EN111 rumo a Coimbra

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Paulo Novais/LUSA

Cerca de 50 tratores agrícolas e vários veículos de apoio estão a realizar hoje uma marcha lenta de protesto contra a falta de apoios do Governo para a agricultura, entre Montemor-o-Velho e Coimbra, na zona do vale do Mondego.

Num cortejo enquadrado por três veículos da GNR, 31 máquinas agrícolas saíram de Montemor-o-Velho pelas 09H30 e cumpriram o primeiro quilómetro na Estrada Nacional (EN) 111 a uma velocidade média de 20 quilómetros por hora (km/h), devendo levar cerca de hora e meia a chegar à baixa de Coimbra, constatou a reportagem da agência Lusa.

Entretanto, já no percurso para Coimbra, mais cerca de 20 tratores terão engrossado o protesto, esperando a PSP um total de meia centena de máquinas agrícolas à chegada à baixa da cidade.

O percurso, com cerca de 30 km, através da EN 111, liga Montemor-o-Velho à povoação da Adémia, e, daí, segue pela antiga Estrada Nacional 1 até à avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra, junto às instalações da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC).

Na base da contestação está a falta de respostas do Governo socialista às reivindicações dos agricultores, que reclamam apoios aos fatores de produção e isenção de impostos no gasóleo agrícola, entre outros, numa ação promovida pela Associação Distrital de Agricultores de Coimbra (Adaco) e Comissão de Agricultores do Baixo Mondego.

Os tratores e veículos de apoio exibiam diversas faixas de protesto, como “Isenção de IVA e imposto no gasóleo agrícola”, “Preços justos na produção. Num produto, a grande distribuição fica com 80% do valor” ou “Agricultores a penar, grandes superfícies a engordar”.

“Vamos para Coimbra causar impacto”, disse aos agricultores presentes, antes do arranque do desfile, o coordenador da Adaco, Isménio Oliveira, acrescentando que os problemas na agricultura “não são só no Baixo Mondego, são em todo o país”.

“Mas aqui é mais grave”, avisou, aludindo ao aumento dos preços dos fatores de produção, como adubos, pesticidas, herbicidas ou rações para animais, que sofreram “aumentos brutais” no espaço de um ano.

Depois de terem sido recebidos, em 29 de março, na DRAPC, onde entregaram uma exposição, dirigida à ministra da Agricultura, que não teve “qualquer tipo de resposta”, os agricultores vão entregar uma nova exposição, dirigida, como a anterior, ao Governo, mas também, desta vez, ao Presidente da República, Comissão de Agricultura e Pescas da Assembleia da República e aos deputados eleitos pelo círculo de Coimbra.

No início do desfile na EN 111, o cortejo de tratores, com cerca de um quilómetro de extensão, estava a provocar uma fila de automóveis que também circulavam em direção a Coimbra com perto de dois quilómetros.

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