Opinião – A Guerra e a Saúde das pessoas

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O Povo Ucraniano atravessa neste momento, uma tremenda dor e desolação, dado ter sofrido um ataque bárbaro e invasão por parte da Rússia, vendo as suas vidas ameaçadas, destruídas e o seu País agredido
Uma violação grosseira do direito internacional, um atentado aos direitos humanos e uma violação dos acordos e tratados de paz internacionais, minando deste modo a segurança e a estabilidade da Ucrânia e inclusivamente da Europa e do Mundo.
Lamenta-se e condena-se veemente a perda de vidas e o sofrimento humano do Povo Ucraniano, que vê as suas vidas ameaçadas e o seu País.
Portugal e o mundo ainda em convalescença abalados, fatigados e frágeis, por dois anos consecutivos de pandemia Covid-19, acompanhados por uma crise socioeconómica, em que os sentimentos de segurança e bem-estar, voltam de novo a ficar mais frágeis, perante esta realidade tremenda, a guerra e de todas as ameaças decorrentes desta.
No entanto é expectável que experienciemos todo um turbilhão de sentimentos, emoções, incertezas, por vezes tão complexos de gerir. Este desgaste pode aumentar sentimentos de vulnerabilidade e ameaçar a Saúde Psicológica e Bem-estar de cada um, direta ou indiretamente.
Conseguir lidar com esta realidade, com o flagelo da guerra, da fome, das migrações em massa, da destruição de vidas, desgaste da humanidade, de resistência, mas também de bombardeamentos, de edifícios destruídos, cidadãos feridos, famílias destroçadas e desmembradas que fogem à procura da Paz, a exaustão dos que lutam de algum modo, com armas ou a salvarem vidas destruídas pelas bombas, poderão provocar sentimentos de medo, preocupação e ansiedade.
Todo este cenário acompanhado da potencial ameaça da utilização de armas nucleares.
É importante lembrar o desgaste provocado pelas notícias, sobre a situação no palco da guerra, as “verdades” ditas por uns e as “menos verdades” proferidas por outros, possíveis estratégias, mas que, no entanto, vão desgastando.
As reações que cada um poderá sentir e a capacidade de lidar com essas emoções, o tempo de controlo das mesmas, divergem consideravelmente de pessoa para pessoa. Alguns conseguirão fazê-lo sozinhos, outros precisarão de ajuda.
Deste modo, deveremos estar atentos a pequenos sinais e mudanças de comportamentos, tanto em cada um de nós e ou, dos que nos rodeiam.
Se a nossa capacidade de pensar e sentir estiver ameaçada, procurar ajuda será a solução mais viável.
Por vezes um amigo mais próximo, não será suficiente e aí poder-se-á recorrer a um profissional, que ajude a organizar os sentimentos e pensamentos.
O médico de família tão próximo de cada um, conhecendo por vezes as fragilidades e batalhas diárias, poderá ser a solução.
E acima de tudo, ter-se em conta que pedir ajuda será um sinal de coragem e responsabilidade. Nunca de fraqueza.

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